As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta acompanhando o preço do petróleo internacional.
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Quem explica é Rafael Passos, economista da Ajax Capital. “Lá fora, petróleo volta a subir com a decisão da União Europeia de impor novas sanções às importações de carvão da Rússia. De pano de fundo, lockdown na China também afeta humor externo”, diz.
A Bolsa recua com pressão do setor financeiro e com as varejistas devido à alta nas taxas de contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) em um dia em que o mercado fica à espera de notícias relacionadas à Petrobras.
José Costa Gonçalves, analista da Codepe Corretora, comentou que o mercado está fraco “com baixa liquidez e falta de notícias aqui e lá fora expectativa por aqui está na indicação do presidente da Petrobras”. Gonçalves afirmou que os bancos “pressionam o índice e as varejistas caem com a alta dos juros futuros”.
O dólar acelerou o ritmo de alta, e já passa de 1%. Às vésperas da divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), os investidores atuam de modo mais cauteloso. O cenário doméstico, contudo, permanece favorecido pelo fluxo estrangeiro.
Para a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “hoje é um movimento de correção, com os investidores esperando a ata do Fomc, que será divulgada amanhã. O cenário de novos dos juros, em maio, não pode ser esquecido”.
Veja como estava o mercado por volta das 13h25 (de Brasília):
IBOVESPA: 120.134 pontos (-0,95%)
DÓLAR À VISTA: R$ 4,6600 (+1,10%)
DI JAN 2023: 12,680 (+0,43%)
DI JAN 2027: 11,005(+1,56%)
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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