O dólar comercial fechou em queda de 0,50%, cotado a 4,7610. Em março, a moeda norte-americana teve desvalorização de 7,64%. O driver desta quinta foi a estagnação nas negociações entre Rússia e Ucrânia, movimento que beneficia o real e demais moedas emergentes.
Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, “vemos um fluxo estrangeiro à medida que a situação na Ucrânia não mostra solução, que é um acordo que não é fácil”.
Rostagno explica que à medida que o conflito continua, as moedas do leste europeu seguem desvalorizadas devido à proximidade geográfica: “O real tem se beneficiado deste movimento, até mesmo porque nossa relação comercial com a Rússia é pequena, limitando-se a fertilizantes”, observa.
De acordo com a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “a expectativa é que ocorresse uma valorização do dólar neste último dia do mês, com a formação da Ptax, mas os sinais de que a Rússia não está tão comprometida volta a valorizar as commodities, assim como os juros exercer força”.
Para a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, “o pano de fundo ainda são as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, mas com maior ceticismo dos investidores em relação às promessas russas. Isso impulsionou os preços do petróleo, que afetam a taxa de câmbio”.
Consorte classificou os temores sobre a Covid na China como “um risco crescente” e salientou que o real é líder de desempenho global impulsionado tanto pelas commodities quanto pelas taxas de juros, porém o quadro de volatilidade deve continuar.
Paulo Holland / Agência CMA
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