Na segunda-feira (24), a Rede D’Or (RDOR3) entrou para o seleto grupo de empresas brasileiras com valor de mercado superior a R$ 100 bilhões. Agora, a B3 (Bolsa do Brasil) possui 13 companhias nesse patamar de capitalização, segundo dados da consultoria Elos Ayta.
A inclusão também renova um recorde, uma vez que o máximo de empresas simultâneas no grupo era 12 — registrado em dezembro de 2020 e novamente entre agosto e outubro de 2025. Nos últimos 15 anos, apenas 14 companhias passaram dos R$ 100 bilhões em valor de mercado.
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Além da Rede D’Or, integram o grupo:
- Itaú (ITUB3 e ITUB4);
- Bradesco (BBDC3 e BBDC4);
- Banco do Brasil (BBAS3);
- BTG Pactual (BPAC11);
- Santander (SANB11);
- Vale (VALE3);
- Petrobras (PETR3 e PETR4);
- Ambev (ABEV3);
- Weg (WEGE3);
- Telefônica (VIVT3);
- Itaúsa (ITSA3);
- Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras.
Grupo com a Rede D’Or vale mais de R$ 2,5 trilhões
O valor de mercado das 13 empresas juntas soma quase R$ 2,7 trilhões em novembro de 2025. Em dezembro de 2024, o total era de R$ 2,2 trilhões.
Segundo a Elos Ayta, o crescimento quase R$ 500 bilhões ocorre em um cenário de desaceleração econômica, mas indica uma reprecificação dos ativos ligados a bancos, energia e serviços essenciais.
Apesar do bom momento, o crescimento do grupo nunca aconteceu de forma constante. Entre 2021 e 2023, os juros elevados, câmbio volátil e incertezas fiscais influenciaram a precificação dos ativos, fazendo com que apenas duas empresas estivessem neste nível.
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Quem cresceu e quem perdeu em 2025
A consultoria também analisou as companhias e mostrou quais mais ganharam e quais mais perderam valor de mercado em 2025. O setor financeiro liderou as altas: BTG Pactual (+R$ 127 bilhões), Itaú Unibanco (+R$ 124,2 bilhões) e Bradesco (+R$ 69,8 bilhões).
Apesar do avanço geral, Petrobras (–R$ 57,2 bilhões), Weg (–R$ 40,1 bilhões) e Banco do Brasil (–R$ 13,2 bilhões) lideraram as perdas no ano.
De acordo com a Elos Ayta, as perdas refletem desafios específicos de cada setor, como volatilidade de preços de commodities, revisões de expectativa de lucro e mudanças no ambiente macroeconômico.


