O BTG Pactual realizou somente uma alteração na Carteira Recomendada 10SIM (10 melhores ações) para dezembro. Nesta segunda-feira (1), Eneva (ENEV3) foi adicionada, substituindo Itaú (ITUB4).
A alteração procura uma melhor posição em meio a proximidade da flexibilização monetária no Brasil, que deve começar em janeiro de 2026, com cortes somando 3 pontos percentuais (p.p.) — levando a Selic a 12% no fim do ano.
Essa expectativa fortaleceu o Ibovespa e o levou a novos recordes. Em novembro, o principal índice da Bolsa brasileira avançou 6% em reais e 7% em dólares, impulsionado pela maior confiança no mercado, fator que aumenta a exposição de investidores a ações.
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A Carteira desde mês contém as seguintes empresas:
- Nubank (ROXO34) com 15%;
- Rede D’Or (RDOR3) com 10%;
- Embraer (EMBR3) com 10%;
- Equatorial (EQTL3) com 10%;
- Localiza (RENT3) com 10%;
- Copel (CPFL5) com 10%;
- Eneva (ENEV3) com 10%;
- Smart Fit (SMFT3) com 10%;
- Cyrela (CYRE3) com 10%;
- Direcional (DIRR3) com 5%.

Mudanças na Carteira Recomendada
A única mudança na 10SIM foi a inclusão da Eneva (ENEV3), mesmo após forte desempenho de suas ações ao longo do ano. Com a entrada, o BTG busca exposição ao leilão de capacidade energética — remunera usinas por sua disponibilidade para atender a demanda — previsto para março de 2026.
Dependendo da demanda e dos preços definidos — fatores ainda incertos — o evento pode gerar impacto relevante no valor presente líquido (VPL) da companhia.
Para manter o nível de exposição ao setor de serviços públicos, o BTG reduziu Equatorial (EQTL3) de 15% para 10% e manteve Copel (CPFL5) em 10%. Somado a Eneva, o setor passa ocupar 30% do portfólio.
O Itaú (ITUB4), presente na carteira por longo período, foi retirado após forte desempenho em 2025. Para evitar uma queda excessiva na exposição ao setor bancário, o Nubank (ROXO34) foi elevado de 10% para 15%.
Desempenho da Carteira Recomendada
Em novembro, a Carteira Recomendada 10SIM teve alta de 8%, ficando abaixo do Ibovespa (6,4%), e do índice IBrX-50 (6,3%).
Em 2025, o portfólio acumula alta de 44,5%, mantendo desempenho superior ao principal índice da Bolsa brasileira (32,2%) e do IBrX-50 (30,2%). A taxa do CDI subiu 13% no período.
Desde a gestão iniciada por Carlos E. Sequeira em 2009, a carteira registra um ganho acumulado de 583,3%, também superando a valorização do Ibovespa (158,6%) e do IBrX-50 (206,6%). Veja abaixo:

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Ações brasileiras seguem com múltiplos baixos
Mesmo após o forte avanço da Bolsa, o BTG aponta que as ações brasileiras continuam negociadas abaixo da média histórica. O múltiplo preço/lucro (P/L) para os próximos 12 meses está em 10,4 vezes (8,9 vezes incluindo Petrobras e Vale). A média histórica é de 11,9 vezes.
O prêmio de risco das ações — diferença entre o retorno das empresas e a taxa de juros real de longo prazo — está hoje em 2,4%, também abaixo da média histórica. Apesar disso, o banco considera o nível atual de juros reais uma oportunidade.
Temporada de resultados do 3º trimestre mostra quadro misto
Com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, o BTG afirma que o desempenho das empresas foi misto, excluindo Petrobras e Vale. As receitas e EBITDAs superaram as estimativas do banco em 1,6% e 1,5%, respectivamente, enquanto o lucro líquido ficou 3% abaixo do esperado.
Na comparação anual, as receitas cresceram 10% e os EBITDAs avançaram 7%, mas o lucro líquido das companhias caiu 22%. O BTG releva que os desempenhos mistos vieram da alta dos juros, que pressionaram as companhias domésticas.
Aprovação do governo Lula estabiliza enquanto eleição se aproxima
A diferença entre aprovação e desaprovação do governo caiu de 15 p.p. (julho) para 3 p.p. (outubro), mas voltou a 5 p.p. no fim de novembro.
O BTG relaciona a melhora à desaceleração dos preços dos alimentos e ao conflito comercial com os EUA. Já a deterioração recente pode estar ligada a temas de segurança pública.
A instituição observa que oscilações devem ser comuns até outubro de 2026. A decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre quem apoiará na eleição deve definir os rumos da disputa.


