A autonomia é o fator mais decisivo na compra de um carro elétrico, especialmente no Brasil, onde a infraestrutura de recarga ainda se expande. Em 2025, os modelos que se destacam no mercado não apenas possuem baterias maiores, mas também usam engenharia e aerodinâmica avançadas para otimizar cada quilômetro.
Qual carro elétrico tem a maior autonomia no Brasil?
O topo da lista é disputado por SUVs e sedans premium que utilizam baterias de 80 kWh a 100 kWh. O BMW iX xDrive50 frequentemente aparece no topo, com uma bateria robusta de 111,5 kWh, proporcionando uma autonomia real que pode superar 500 km em condições ideais de rodovia e uso misto. Outros concorrentes diretos também alcançam essa marca de excelência.
O sedan BYD Seal é um forte competidor em autonomia e custo-benefício, com números que superam 450 km no ciclo WLTP. A tecnologia de baterias Blade da BYD e a arquitetura de 800V de alguns modelos premium maximizam a densidade de energia e a eficiência do carregamento. Portanto, as opções de maior autonomia se concentram no segmento acima de R$ 400.000.

A autonomia do Inmetro reflete o uso diário?
Não totalmente. O ciclo de medição do Inmetro (PBEV) é rigoroso e tende a fornecer um número de autonomia inferior ao que o motorista consegue no uso urbano real. A autonomia na cidade é sempre superior, pois o trânsito lento permite que o sistema de freios regenerativos recupere energia constantemente.
- Uso Urbano: A autonomia real pode ser de 15% a 30% superior ao número do Inmetro, dependendo do motorista e do trânsito.
- Uso Rodoviário: A autonomia é inferior, pois a alta velocidade e a aerodinâmica geram maior arrasto, consumindo mais bateria. Consequentemente, para viagens longas, o motorista deve considerar o número do Inmetro como uma referência mais cautelosa.
Quais modelos se destacam na autonomia premium?
Os SUVs e sedans de alto luxo lideram a autonomia devido ao porte das baterias que comportam. A tabela abaixo resume os líderes do mercado brasileiro, com autonomia real estimada. A seguir, veja os dados da tabela para comparativo dos modelos:
| Modelo | Bateria (Aprox.) | Autonomia (WLTP/Real Estimada) | Preço (Aprox.) |
| BMW iX xDrive50 | 111,5 kWh | ~500 km (Real) | R$ 700.000 |
| BYD Seal | 82,5 kWh | 483 km (WLTP) | R$ 300.000 |
| Ford Mustang Mach-E | 98 kWh | ~450 km (Real) | R$ 500.000 |
| Audi Q8 e-tron | 106 kWh | ~450 km (Real) | R$ 650.000 |
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O que a Tesla oferece de autonomia no Brasil?
Embora a Tesla não tenha representação oficial no país, os modelos importados de forma independente, como o Model 3 Long Range e o Model Y, oferecem algumas das maiores autonomias do mundo, frequentemente superiores a 550 km no ciclo WLTP. Entretanto, a falta de suporte oficial e a dificuldade na manutenção tornam esses modelos escolhas de nicho.
A tendência do mercado é que a média de autonomia dos modelos mais vendidos, como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03, se estabeleça acima dos 300 km reais. Isso reduz a “ansiedade de autonomia” para o uso diário. Para validar a satisfação com a compra de um carro de longa autonomia, o comprador deve considerar os seguintes pontos cruciais listados abaixo:
- A velocidade de carregamento em carregadores rápidos (DC).
- A degradação da bateria ao longo do tempo (garantia de 8 anos).
- O peso do veículo, que afeta a dirigibilidade e o consumo dos pneus.

O investimento em bateria gigante vale a pena?
O investimento em um carro com bateria gigante se justifica se o motorista realiza viagens longas com frequência e tem acesso limitado a pontos de recarga rápida. Para o uso exclusivamente urbano, um carro com 300 km de autonomia real (como o BYD Dolphin) é mais do que suficiente e tem custo de aquisição menor. Em conclusão, a autonomia acima de 450 km é um luxo que exige um investimento inicial elevado, mas que garante total tranquilidade em longos trajetos.


