A fabricação de painéis solares é uma maravilha da engenharia sustentável que transforma areia em eletricidade. Utilizando lâminas de silício puro mais finas que um fio de cabelo, a indústria cria células fotovoltaicas capazes de captar a luz do sol e convertê-la em energia limpa.
Como o silício se transforma em uma célula de energia?
O processo começa com a purificação do silício, que é fundido em grandes blocos ou lingotes. Esses blocos são fatiados em lâminas extremamente finas, chamadas de “wafers”, que serão a base da célula solar.
Essas lâminas passam por um tratamento químico para criar uma junção positiva e negativa (P-N). É essa estrutura que permite que os elétrons se movam quando atingidos pela luz solar, gerando a corrente elétrica que alimenta nossas casas.
Qual a diferença entre monocristalino e policristalino?
A diferença está na pureza e na forma como o silício é resfriado. O monocristalino é feito de um único cristal de silício, oferecendo maior eficiência e uma cor preta uniforme, mas com um custo de produção mais elevado.
Para conhecer a tecnologia de energia renovável produzida em solo nacional, selecionamos o conteúdo do canal Canal Solar, referência no setor de energia fotovoltaica. No vídeo a seguir, os repórteres detalham visualmente o processo fabril da Sengi em Cascavel, mostrando desde o corte das células a laser até os rigorosos testes de qualidade dos painéis solares:
Já o policristalino é feito a partir de múltiplos cristais fundidos juntos, resultando em uma cor azulada e uma eficiência ligeiramente menor. A escolha entre eles depende do orçamento e do espaço disponível no telhado, um mercado regulado no Brasil pela ANEEL.
Como os painéis são montados para durar décadas?
As células de silício são frágeis e precisam de proteção robusta. Elas são encapsuladas entre camadas de um polímero chamado EVA e cobertas por um vidro temperado de alta resistência, capaz de suportar chuva de granizo e impactos.
Tudo isso é emoldurado em alumínio anodizado para garantir a integridade estrutural. A durabilidade é um fator chave para a viabilidade econômica da energia solar, cujos dados de expansão são acompanhados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Componentes do painel a seguir:
- Células Fotovoltaicas: O coração que gera energia.
- Vidro Temperado: Proteção contra impactos.
- Backsheet: Proteção traseira contra umidade.
- Moldura de Alumínio: Estrutura para fixação.
A energia solar é viável para qualquer lugar?
O Brasil possui um dos maiores potenciais solares do mundo, tornando a tecnologia viável em praticamente todo o território. A eficiência dos painéis modernos permite gerar energia mesmo em dias nublados, embora a produção máxima ocorra sob sol pleno.
A tabela abaixo compara os dois tipos principais de tecnologias encontradas no mercado para ajudar na sua escolha.
| Tipo de Painel | Eficiência Média | Custo Relativo | Aparência |
| Monocristalino | Alta (19% – 22%) | Alto | Preto uniforme, cantos arredondados. |
| Policristalino | Média (15% – 17%) | Baixo/Médio | Azulado, aspecto de cristais visíveis. |
| Filme Fino | Baixa | Baixo | Flexível e leve, cor uniforme. |



