O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, pode causar impactos diretos na economia brasileira, comprometendo a renda do consumidor e aumentando o custo de vida.
A análise é de Adriana Ricci, CEO da SHS Investimentos, que explica que a economia funciona como uma grande rede conectada. Quando há um conflito em regiões estratégicas, o efeito se espalha rapidamente pelos mercados.
No caso da Venezuela, mesmo sem interrupção efetiva da produção, o simples receio de desabastecimento costuma ser suficiente para pressionar os preços do petróleo no mercado internacional. Esse movimento ocorre por meio da especulação, que antecipa possíveis cenários de escassez.
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“Quando o preço do petróleo sobe, o impacto chega ao Brasil de forma simples de entender. O combustível fica mais caro e, assim, o transporte de alimentos, remédios e mercadorias encarece também”, explica Ricci.
Segundo ela, o aumento dos custos logísticos tende a ser repassado gradualmente, aparecendo nos preços de produtos e serviços do dia a dia, como alimentos, fretes e passagens.
Dólar tende a se valorizar em cenários de conflito
A tensão geopolítica também afeta o mercado de câmbio. Em momentos de incerteza, investidores buscam ativos considerados mais seguros, como os títulos dos Estados Unidos, ouro e o dólar.
Com a moeda americana mais valorizada, produtos importados ficam mais caros. Isso inclui combustíveis, insumos industriais, peças, equipamentos e itens de tecnologia, o que pode pressionar os custos das empresas e os preços ao consumidor.
“Quando o mundo entra em estado de alerta, o dinheiro busca proteção. Isso fortalece o dólar e pressiona moedas de países emergentes como o Brasil, mesmo que eles não participem diretamente do conflito”, afirma Adriana.
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Efeitos sobre consumo e atividade econômica
O aumento de preços e a maior incerteza tendem a afetar o comportamento das famílias. Com o orçamento pressionado, consumidores costumam adiar compras, reduzir gastos e priorizar despesas essenciais.
Do lado das empresas, o cenário leva a maior cautela. Investimentos podem ser revisados e decisões de contratação postergadas, contribuindo para a desaceleração da atividade econômica.





