O dólar fechou esta sexta-feira (20) em queda de 0,98%, a R$ 5,17, no menor valor desde maio de 2024. A desvalorização foi sustentada pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
O movimento reduziu a percepção de risco sobre o comércio internacional, fazendo investidores aumentarem a exposição a ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes. Como resposta, as bolsas em Nova York e no Brasil subiram.
Na semana, mais curta por causa do Carnaval, a moeda acumulou baixa de 1,03%. Em fevereiro, a desvalorização chega a 1,37%. No ano, o recuo é de 5,70%.
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Real se destaca entre emergentes
O real teve um dos melhores desempenhos entre moedas emergentes e de países exportadores de commodities. A valorização ficou em linha com o peso mexicano e pouco abaixo do rand sul-africano.
Na semana, o real apresentou a melhor performance entre seus principais pares, atrás apenas do peso argentino.
Em fala ao Broadcast, o economista sênior do Inter, André Valério, afirmou que o Brasil está entre os países mais beneficiados pela decisão, ao lado de China e Canadá. Parte relevante das exportações brasileiras aos EUA estava sujeita a tarifas de até 50%.
Segundo ele, a decisão reforça o movimento de reposicionamento de portfólios por investidores estrangeiros, o que favorece o real.
Dólar recua no exterior, mas semana ainda é positiva
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a ser negociado abaixo de 98 pontos, com mínima de 97,589 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Apesar da queda no dia, o índice encerrou a semana com alta próxima de 1%, influenciado por tensões geopolíticas e pela ata do Federal Reserve (Fed), que sinalizou menor espaço para cortes de juros.
PIB e inflação nos EUA
No campo macroeconômico, a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA mostrou crescimento anualizado de 1,4% no quarto trimestre. O resultado ficou abaixo do observado no terceiro trimestre, quando a expansão foi de 4,4%.
Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE), medida de inflação preferida do Fed, subiu 0,4% em dezembro. Em 12 meses, a alta foi de 2,9%.

