A tecnologia desenvolvida pela Minesto representa um marco na exploração das correntes oceânicas, utilizando um conceito de “pipa submarina” para otimizar a captura de energia renovável. Implementado nas Ilhas Faroé, esse sistema converte o fluxo das marés em eletricidade de forma contínua, mitigando os riscos de intermitência comuns em outras fontes limpas.
Como funciona o movimento em “8” do Dragon Class?
O gerador opera através de uma asa hidrodinâmica ancorada ao leito oceânico por um cabo de aço de alta resistência. Ao enfrentar a corrente, a asa utiliza o fluxo para “voar” em uma trajetória controlada em formato de oito, o que permite que o veículo alcance velocidades muito superiores à da própria correnteza.
Essa aceleração relativa multiplica a força da água que passa pela turbina acoplada à asa, elevando o valor da energia gerada de maneira exponencial. O sistema de controle a bordo ajusta constantemente os lemes para manter a trajetória ideal, garantindo que o licenciamento técnico do projeto cumpra as metas de eficiência previstas.

Qual é a importância das Ilhas Faroé para este projeto?
As Ilhas Faroé possuem algumas das correntes de maré mais fortes e previsíveis do mundo, servindo como o campo de testes ideal para a escala comercial. A colaboração com a concessionária de energia local, a SEV, permite que a tecnologia seja integrada diretamente à rede elétrica nacional, servindo de modelo para o Norte da Europa.
A infraestrutura local facilita o monitoramento e a manutenção, reduzindo o custo logístico de operação do documento de engenharia em ambiente real. Além disso, o sucesso nessas ilhas demonstra a viabilidade de aplicar o imposto verde em projetos de infraestrutura oceânica em regiões isoladas ou costeiras.
Por que a tecnologia é comparada a um papagaio robótico?
O termo é utilizado devido ao princípio da “Airborne Wind Energy”, adaptado para o ambiente subaquático, onde a asa atua como a pipa e a corrente marinha como o vento. O sistema de 28 toneladas utiliza a flutuabilidade e a sustentação para ” planar” na coluna d’água, exigindo menos material estrutural do que turbinas fixas de mesmo valor nominal.
Diferente das hélices convencionais, esse veículo submarino pode operar em áreas com correntes de baixa velocidade, onde outras tecnologias seriam ineficientes. A alíquota de energia produzida por metro quadrado de área varrida é significativamente superior, tornando o projeto uma referência de inovação tecnológica e sustentabilidade.
Quais são os principais desafios técnicos da operação?
A operação contínua em ambiente salino exige materiais de alta durabilidade e sistemas de vedação que suportem a pressão constante das profundezas. A gestão do cabo de ancoragem é crítica, pois ele deve transmitir a energia gerada enquanto suporta as forças mecânicas variáveis durante o ciclo de voo em “8”.
Manter a estabilidade do veículo em condições climáticas adversas na superfície também é um ponto de atenção para as equipes de engenharia. A isenção de falhas é buscada através de algoritmos de inteligência artificial que preveem mudanças no comportamento das marés e ajustam o ângulo da asa automaticamente.

Como este sistema beneficia o ecossistema marinho?
Para garantir a preservação, as autoridades das Ilhas Faroé e da União Europeia exigem relatórios constantes de impacto ambiental. Para mais detalhes sobre as diretrizes de energia oceânica, consulte os portais da International Energy Agency (IEA) ou da Ocean Energy Europe.
Abaixo, detalhamos as etapas e requisitos para a funcionalidade plena desses sistemas avançados de energia:
- Mapeamento detalhado das correntes de maré locais;
- Instalação da base de ancoragem no leito marinho;
- Conexão dos cabos umbilicais de potência e dados;
- Testes de flutuabilidade e sistemas de controle autônomo;
- Monitoramento de impacto na biodiversidade subaquática;
- Integração e sincronização com a rede elétrica terrestre.
Qual o futuro da comercialização da energia das marés?
A série Dragon Class prova que a extração de energia cinética oceânica é viável e escalável, atraindo consórcios de energia interessados em diversificar suas matrizes. A tendência é que a redução de custos por escala transforme o valor do megawatt-hora gerado por pipas submarinas em um dos mais competitivos do setor.
Com o apoio da Comissão Europeia, novos parques submarinos estão previstos para outras regiões, expandindo o uso dessa tecnologia disruptiva para além do território nórdico. O sucesso operacional nas Ilhas Faroé funciona como um documento vivo de que o oceano é a próxima fronteira para a independência energética sustentável.











