Fundada por uma companhia inglesa em meio à terra roxa, Londrina chegou a concentrar mais da metade da produção mundial de café. Hoje a cidade no norte do Paraná troca lavouras por lagos artificiais e uma vida universitária pulsante.
A Capital Mundial do Café nasceu de um projeto britânico
O nome já entrega a origem: em 1929, a Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da inglesa Paraná Plantations, fincou o primeiro marco no local. O batismo foi uma homenagem a Londres, feita por João Domingues Sampaio, um dos diretores da companhia, segundo a Prefeitura de Londrina.
O solo fértil transformou a região em potência cafeeira. Em 1961, o norte do Paraná respondeu por cerca de 51% de todo o café produzido no mundo, título que rendeu à cidade o apelido de Capital Mundial do Café. A chamada Geada Negra de 1975 encerrou esse ciclo, obrigando produtores a diversificar a economia local.

Por que Londrina é referência em qualidade de vida?
A resposta passa pelo planejamento urbano herdado dos ingleses. O traçado original, com avenidas largas e arborizadas, ainda organiza o crescimento vertical da cidade, hoje com mais de 500 mil habitantes.
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A estrutura de saúde e educação reforça esse cenário. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) é referência nacional em cursos como medicina e agronomia, e atrai estudantes de várias regiões do país, sustentando um mercado de trabalho ligado a tecnologia e agronegócio.
O Lago Igapó virou o quintal dos londrinenses
Criado artificialmente em 1959 para resolver um problema de drenagem, o Lago Igapó hoje é dividido em quatro reservatórios interligados. O nome vem do tupi e significa algo como transbordamento de rios.
Ao redor da água, ciclovias e pistas de caminhada recebem moradores todos os dias, além de praticantes de caiaque e stand-up paddle. O entorno do lago também concentra os edifícios mais valorizados da cidade, especialmente na região da Gleba Palhano.

O que fazer além do lago na Pequena Londres?
A cidade reúne opções de lazer que vão da natureza preservada à memória da colonização inglesa. A maioria das atrações fica a poucos minutos do centro, o que facilita roteiros de um único dia.
- Parque Arthur Thomas: floresta urbana de 85 hectares doada pela Companhia de Terras, com trilhas e cachoeira.
- Museu Histórico de Londrina: funciona na antiga estação ferroviária e guarda o acervo da colonização e do ciclo do café.
- Catedral Metropolitana: arquitetura modernista com vitrais que marcam a paisagem do centro.
- Calçadão da Rua Sergipe: coração comercial da cidade, com lojas, cafeterias e eventos culturais ao ar livre.
Quem quer conhecer os pontos turísticos de Londrina, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Cristiane Siqueira, que conta com mais de 39 mil visualizações, onde a apresentadora mostra um roteiro com 10 lugares imperdíveis para visitar no Paraná:
Qual a melhor época para visitar Londrina?
O clima é subtropical, com verões quentes e chuvosos e invernos que surpreendem pelo frio para os padrões brasileiros. As manhãs de neblina são comuns na estação mais fria e reforçam a comparação com o clima inglês.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Londrina saindo de Curitiba?
A cidade fica a cerca de 380 km da capital paranaense, viagem de aproximadamente 4h30 de carro ou ônibus. O Aeroporto de Londrina recebe voos diretos de São Paulo e outras capitais do Sul e Sudeste.
Conheça a Pequena Londres do Paraná
Londrina carrega no nome a lembrança de um projeto inglês que transformou floresta em uma das cidades mais planejadas do interior brasileiro. Do passado cafeeiro às margens do Lago Igapó, a cidade equilibra história, natureza e vida universitária.
Você precisa caminhar ao redor do Igapó ao entardecer para entender por que tanta gente troca a capital pela Pequena Londres.











