A cesta básica em São Paulo custou R$ 965,47 em junho de 2026, segundo o Dieese. Esse valor indica quanto uma pessoa adulta precisaria reservar para as quantidades mensais de alimentos essenciais definidas pela pesquisa. A conta não representa, porém, todas as compras feitas no supermercado.
Quanto custou a cesta básica em junho de 2026?
São Paulo apresentou o maior valor entre as 27 capitais pesquisadas: R$ 965,47. O preço avançou 1,39% em relação a maio. No mesmo mês, o custo da cesta aumentou em 17 capitais, mostrando que a pressão sobre os alimentos não ocorreu de maneira uniforme no país.
Comparado ao salário mínimo nacional de R$ 1.621,00 vigente em 2026, o valor paulista correspondia a aproximadamente 59,6% do piso bruto. Essa proporção ajuda a dimensionar o peso da alimentação antes de despesas como moradia, energia, transporte, medicamentos e vestuário.

O que entra na Pesquisa Nacional da Cesta Básica?
O Dieese acompanha os preços de 13 alimentos definidos a partir do Decreto-Lei nº 399, de 1938. As quantidades não são idênticas em todas as regiões. Em São Paulo, a estrutura pertence ao grupo regional que também reúne Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.
A pesquisa considera quantidades mensais de carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo ou banha e manteiga. Os preços são coletados em estabelecimentos e ponderados conforme os locais de compra usados na metodologia.
- Proteínas: carne bovina, leite e feijão.
- Cereais e farinhas: arroz, pão francês e farinha.
- Hortaliças: batata e tomate nas regiões em que essas provisões se aplicam.
- Frutas: banana usada como referência para a quantidade prevista.
- Complementos: café, açúcar, óleo e manteiga.
O que fica fora do valor de R$ 965,47?
A cesta não inclui todos os alimentos consumidos por uma pessoa. O orçamento real pode conter ovos, frango, peixe, queijos, verduras variadas, outras frutas, massas, temperos, biscoitos, alimentos infantis, refeições prontas e produtos destinados a dietas específicas.
Também ficam de fora itens que ocupam uma parcela relevante do carrinho, como papel higiênico, sabonete, creme dental, absorventes, detergente, desinfetante, sabão, sacos para lixo e produtos para animais. Bebidas e compras ocasionais não pertencem à lista de alimentos essenciais pesquisada.

Por isso, usar R$ 965,47 como limite total do supermercado tende a subestimar a despesa. O número funciona melhor como piso de referência alimentar para uma pessoa adulta, respeitando as quantidades e os produtos do método, e não como cardápio completo ou recomendação nutricional individual.
Como transformar a pesquisa em orçamento doméstico?
O primeiro passo é separar a compra em grupos. A cesta do Dieese pode formar o núcleo alimentar. Depois entram complementos de alimentação, higiene pessoal, limpeza, bebidas e necessidades específicas da residência. Essa divisão mostra quais gastos acompanham preços essenciais e quais dependem do padrão de consumo.
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Por que o valor muda entre as capitais?
Frete, produção regional, clima, disponibilidade, estrutura comercial e hábitos de compra influenciam os preços. As quantidades previstas também variam entre grupos regionais. Assim, comparar apenas o total sem considerar a composição pode esconder diferenças metodológicas importantes.
O levantamento de junho apontou aumento em 17 capitais. Nos primeiros seis meses de 2026, todas apresentaram elevação acumulada. São Paulo terminou o período com a cesta mais cara, mas isso não significa que cada um dos 13 alimentos tivesse necessariamente o maior preço do país.
Quanto uma família deve reservar para o mercado?
Multiplicar R$ 965,47 pelo número de moradores oferece apenas uma aproximação grosseira. Crianças, idosos e adultos apresentam necessidades diferentes, e parte dos produtos é compartilhada. O resultado também muda conforme refeições fora de casa, desperdício, marcas, promoções e restrições alimentares.
A melhor aplicação da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é acompanhar a evolução dos itens essenciais. Para planejar a residência, esse valor deve ser somado aos produtos ausentes e ajustado ao consumo registrado pela própria família.
O valor de R$ 965,47 refere-se a São Paulo em junho de 2026. A despesa efetiva varia conforme cidade, número de moradores, cardápio, marcas, estabelecimentos, higiene, limpeza, bebidas, desperdício e necessidades alimentares específicas.











