A partir desta segunda-feira, uma mudança significativa ocorrerá na forma como os brasileiros são identificados. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) juntamente com o Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM) começará a emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), com acesso estendido a todos os cidadãos, sem restrições anteriores que limitavam o serviço a um grupo específico.
Esta nova versão do documento de identidade incorpora uma série de características avançadas, incluindo a integração do número do Cadastro de Pessoa Física (CPF), permitindo que este atue como um número único de identificação. Com o código MRZ internacional, similar ao utilizado nos passaportes, o novo RG facilitará a entrada em países do Mercosul.
Por que mudar para a nova carteira de identidade nacional?
O aumento na segurança é um dos principais impulsos para esta atualização substancial. A nova CIN visa reduzir as chances de fraudes de identidade, um problema comum com o sistema anterior que permitia até 27 RGs diferentes por pessoa, em cada unidade federativa brasileira. Ao consolidar a identificação através do CPF, o governo espera simplificar transações e aumentar a segurança dos dados dos cidadãos.
Como o novo sistema promete eficiência na identificação?
Um ponto forte do sistema é o uso de biometria avançada, incluindo digital e facial, para confirmar a identidade de cada indivíduo. A Griaule, empresa especializada em software de reconhecimento biométrico, fornecerá a tecnologia necessária que promete agilizar o processo sem gerar longas filas. Segundo Thiago Ribeiro, diretor de Negócios da Griaule, a nova tecnologia não somente garantirá que cada pessoa seja única no sistema, mas também criptografará todo o fluxo de dados.
Onde e como obter a nova carteira de identidade?
Para adquirir a nova carteira de identidade nacional os requisitos incluem apresentar a certidão de nascimento ou de casamento, que pode ser em formato papel ou digital. Importante mencionar que a primeira via da nova identidade e suas renovações no formato papel e digital, através do aplicativo GOV.BR, serão ofertadas gratuitamente. No entanto, para a emissão em policarbonato, assim como para a segunda via, o estado emissor poderá aplicar certas taxas.
É essencial que os interessados dirijam-se à Secretaria de Segurança Pública do estado para realizar a emissão do documento. Destaca-se que, embora a nova identidade já esteja disponível em muitas regiões, sua emissão nas cidades do interior ainda não foi completamente implementada e está sujeita a programações específicas divulgadas pelo DPT.
- Segurança aprimorada: Menor risco de fraudes com a unificação de documentos.
- Tecnologia avançada: Uso de biometria para garantir identificação precisa.
- Compatibilidade internacional: Facilidade de viagem para países do Mercosul.
Esta modernização promete não apenas maior proteção contra fraudes, mas também um processo mais ágil e seguro para a emissão de documentos de identidade, consolidando a eficiência administrativa e a segurança pública.




