Nesta sexta-feira (04), os mercados financeiros globais foram impactados positivamente pela divulgação dos dados de criação de empregos nos Estados Unidos e pelo término da greve portuária no país.
O índice Dow Jones renovou sua máxima histórica, impulsionado pelo fim da paralisação e pela criação de 254 mil vagas de trabalho em setembro, bem acima das 150 mil vagas previstas.
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Greve portuária nos EUA
A greve dos portuários nos EUA paralisou 36 portos ao longo da costa leste e do golfo por quatro dias. O impacto dessa paralisação gerou incertezas sobre o crescimento econômico, com analistas prevendo uma possível redução de 0,10% no PIB do país caso a greve durasse mais semanas. Com 45 navios impedidos de atracar, a exportação e a entrada de produtos no país foram severamente prejudicadas. O fim da greve, no entanto, trouxe alívio para o mercado.
Criação de vagas acima do esperado
O principal dado macroeconômico da semana, referente à criação de postos de trabalho em setembro, superou as expectativas: foram criadas 254 mil vagas, enquanto a previsão era de 150 mil.
Além disso, a taxa de desemprego recuou para 4,1%, afastando os temores de uma retração mais severa no mercado de trabalho norte-americano. O resultado pode influenciar a próxima decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros, com expectativa de um corte adicional de 0,25 ponto percentual.
Impactos nos mercados
Com o alívio econômico, o apetite por ativos de risco aumentou. O Dow Jones subiu 0,8%, o S&P 500 avançou 0,9% e o índice Nasdaq teve alta de 1,22%. Já o dólar se valorizou 0,5% frente às principais moedas globais, mas recuou 0,33% em relação ao real, fechando o dia cotado a R$ 5,45.
No Brasil, o Ibovespa fechou o dia com leve alta de 0,10%, aos 131.791 pontos. No entanto, o índice sofreu influência de fatores internos, como a preocupação com a situação fiscal e a alta de tributos. As ações da Petrobras caíram 0,25% e as da Vale recuaram 0,75%, refletindo o cenário interno menos otimista.
Multinacionais e a nova medida tributária
Outra notícia relevante para o mercado brasileiro foi a publicação, no Diário Oficial, de uma medida provisória que eleva a tributação de multinacionais com receita superior a 750 milhões de euros em dois dos últimos quatro anos. A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2025 e poderá gerar uma arrecadação extra de R$ 16 bilhões.
O aumento de tributos pode afetar a atratividade de empresas que planejam se instalar no Brasil ou já operam no país, com possíveis impactos no mercado de trabalho.











