As vendas no varejo restrito, que excluem veículos e material de construção, registraram queda de 0,3% em agosto deste ano na comparação a julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o pior desempenho para o mês desde 2021, quando houve uma retração de 4,6%.
Apesar da queda mensal, o recuo foi menos acentuado do que o esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,85%. Na comparação anual, as vendas subiram 5,1%, superando a estimativa de 4,0%. Este foi o 15º mês consecutivo de crescimento nas vendas, com destaque para artigos farmacêuticos, que cresceram 15,7%.
Setores em queda e alta no varejo ampliado
Em termos setoriais, sete das oito atividades pesquisadas registraram retração em agosto, com destaque para “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (-3,9%) e “livros, jornais, revistas e papelaria” (-2,6%).
Por outro lado, o setor de “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria” foi o único a apresentar crescimento, com alta de 1,3% entre julho e agosto.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve queda de 0,8% nas vendas. O setor de veículos e motos, partes e peças recuou 5,2%, enquanto o setor de material de construção registrou leve alta de 0,3%.
Vendas no varejo crescem em relação a pandemia
O volume de vendas do varejo em agosto está 8,5% acima do nível de fevereiro de 2020, período pré-pandemia. O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, opera 5% acima do nível pré-crise sanitária.
Segmentos como artigos farmacêuticos, supermercados e veículos estão entre os que mais cresceram desde o início da pandemia, operando em patamares superiores ao pré-crise.











