A CSN (CSNA3) anunciou nesta quarta-feira (16) a venda de até 11% de sua subsidiária, a CSN Mineração (CMIN3), para a empresa japonesa Itochu por R$ 4,1 bilhões. Segundo a companhia, em fato relevante, o preço por ação foi fixado em R$ 7,50, com um prêmio de 26,9% em relação ao fechamento de ontem.
A transação ainda depende de aprovações, como do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e não alterará a governança da CSN Mineração, que seguirá controlada pela CSN.
Estratégia de desalavancagem da CSN
Atualmente, a CSN detém aproximadamente 80% da CSN Mineração, enquanto a Itochu possui 9,26%. Com a conclusão da venda, a fatia da CSN passará a cerca de 69%, e a participação da Itochu aumentará para 20%. Segundo o Itaú BBA, a venda, se concluída, contribuirá para a redução da alavancagem da CSN, atualmente em 3,36x dívida líquida sobre o EBITDA, para 3,06x.
Além disso, o banco ressalta que a CSN Mineração está em meio a um ciclo de expansão que prevê investimentos de R$ 15 bilhões até 2029. A empresa já concluiu 53% de seu programa de recompra de ações, com a expectativa de fortalecer ainda mais sua estrutura de capital.
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Analistas acreditam que venda reduzirá dívida líquida
Para a Levante Ideias de Investimento, a venda faz parte de um plano maior de desalavancagem da CSN, que poderá incluir a venda de participações em outros ativos, como os ligados à geração de energia. A corretora estima que a venda da fatia de 11% na CSN Mineração reduzirá a dívida líquida da CSN para cerca de R$ 33,6 bilhões, em linha com os objetivos da companhia.
“O objetivo seria reduzir o endividamento para 2,5 vezes dívida líquida sobre Ebitda, no entanto, este alvo ainda nos parece distante”, opinam os analistas.











