As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta com PEC da Transição, Copom e IPCA no radar.
Segundo Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, a decisão do Copom deve manter a taxa em 13,75% e manter o comunicado sobre a política monetária restritiva por um longo período.
Também será divulgado o IPCA de novembro com nova alta próxima de 0,6% puxada por alimentos e transportes, afirmou a economista.
O dólar segue em alta, com pouca oscilação. Em dia de liquidez reduzida no mercado doméstico, devido ao jogo da seleção brasileira de futebol, o movimento reflete as incertezas sobre Europa e Estados Unidos, além das indefinições fiscais e políticas domésticas. Para o sócio fundador da Pronto! Invest Vanei Nagem, “a Europa está bem complicada, com o nível inflacionário bem grande e o inverno se aproximando”. O executivo entende que o payroll (termômetro do emprego nos Estados Unidos), divulgado na última sexta, aponta que a política contracionista do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tende a ser mais duradoura.
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A Bolsa ampliou a queda com os investidores atentos à reunião de Comitê de Política Monetária (Copom), a maioria dos analistas acredita na manutenção dos juros em 13,75% ao ano no encontro desta semana, mas outros dizem que dependendo do que for aprovado na PEC da Transição existe possibilidade de um aumento na taxa. Os DIs futuros subiam e impactando as ações de consumo. O setor bancário também caía. Segundo um gestor de um grande banco, a queda na Bolsa reflete a “preocupação dos investidores com os juros em um dia de baixa liquidez por conta do jogo do Brasil”.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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