A Fórmula 1 tem vivenciado uma evolução financeira impressionante, ultrapassando a marca de 3 bilhões de dólares em receita anual. Dentro desse cenário lucrativo, as equipes têm aumentado suas margens de lucro, destacando-se a Ferrari, avaliada em cerca de 3,9 bilhões de dólares, seguida de perto pela Mercedes com 3,8 bilhões de dólares. Até mesmo equipes menos valiosas, como a Williams, mantêm-se financeiramente robustas, com um valor estimado em 725 milhões de dólares.
Esse crescimento ocorre em meio a um aumento significativo na popularidade do esporte, atraindo diversos investidores nos últimos anos. Cada equipe possui uma estrutura de propriedade única que influenciou seu desenvolvimento e sucesso no campeonato. Compreender a composição de cada uma delas ajuda a elucidar seu desempenho no cenário altamente competitivo da Fórmula 1.
Quem São os Proprietários das Principais Equipes de Fórmula 1?
Red Bull Racing: A Red Bull GmbH detém a propriedade da Red Bull Racing, tendo adquirido a Jaguar Racing em 2005. Desde então, a equipe conquistou diversos títulos mundiais sob a liderança de Christian Horner, mas sem sua participação acionária. O controle está dividido entre Chalerm Yoovidhya, com 51%, e Mark Mateschitz, com 49%.
Mercedes: Esta equipe é propriedade do Grupo Mercedes-Benz, Toto Wolff e INEOS. Desde sua entrada no campeonato em 2010, a estrutura acionária evoluiu para permitir a combinação de forças entre esses três entes, resultando em múltiplas conquistas nos campeonatos mundiais.
Ferrari: A Scuderia Ferrari é uma das mais antigas competidoras, com propriedade dividida entre partes públicas, Exor N.V. e Piero Ferrari. A Exor N.V., holding da família Agnelli, possui uma significativa participação.
Quais Mudanças Impactaram as Estruturas das Equipes ao Longo dos Anos?
McLaren Racing: Originalmente fundada por Ron Dennis, a McLaren passou a ser controlada majoritariamente pelo fundo soberano do Bahrein, Mumtalakat, em 2024. A empresa MSP Sports Capital também possui uma participação minoritária, refletindo a dinâmica de investimento na indústria.
Aston Martin: A equipe, agora sob o nome Aston Martin, emergiu de várias mudanças de propriedade, tendo sido rebatizada em 2021. A AMR Holdings GP Limited, liderada por Lawrence Stroll, juntamente com uma participação minoritária dos Arctos Partners, é a atual estrutura.

Como Investidores e Marcas Influenciam na Evolução das Equipes?
A entrada de novos investidores e estratégias de rebranding são fatores cruciais no desenvolvimento das equipes. No caso do grupo Renault, por exemplo, a venda de 24% para o grupo Otro Capital, que inclui diversas celebridades, demonstra a crescente atração do setor automobilístico por interesses externos. Assim, a parceria entre entretenimento e esporte promove novas oportunidades e visibilidade.
Enquanto isso, a Haas mantém-se sob controle de Gene Haas através da Haas Automation, destacando-se por sua independência financeira. A equipe busca competitividade apesar de um orçamento mais modesto comparado aos gigantes F1.
O Futuro das Propriedades na Fórmula 1
A evolução das estruturas acionárias reflete o dinamismo do ambiente econômico da Fórmula 1. Com a expectativa de entrada total da Audi na Sauber até 2026, uma reconfiguração continua provável, com novas parcerias ajudando a moldar o futuro das corridas.
Essa complexidade de propriedade indica uma Fórmula 1 em constante transformação, buscando equilíbrio entre tradição e inovação, ao mesmo tempo que atrai investimentos globais sem perder suas raízes esportivas.











