A Vale (VALE3) anunciou um investimento de US$ 600 milhões (R$ 3,4 bilhões) em parceria com a siderúrgica chinesa Jinnan Iron & Steel Group para criar uma planta de concentração de minério de ferro no Porto e Zona Livre de Sohar, em Omã.
O projeto visa atender a demanda por minério de alta qualidade na produção de pelotas e briquetes de baixo carbono, com operações previstas para 2027.
Nesta manhã, as ações da Vale operam em alta de 1,25%, negociada a R$ 62,50, dando sequência aos ganhos do pregão de sexta-feira (25).
Impacto na cadeia de minério de ferro e aço
A planta processará 18 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, resultando em 12,6 milhões de toneladas de concentrado de alta qualidade. A Vale investirá US$ 227 milhões para conectar a unidade às suas instalações locais, enquanto a Jinnan destinará aproximadamente US$ 400 milhões à construção e operação da planta.
Essa parceria integra inovação no setor, produzindo minério com menor impacto ambiental, além de posicionar Omã como fornecedor estratégico para os mercados de aço.
Gustavo Pimenta, presidente da Vale, disse que a planta de concentração de Sohar representa um investimento fundamental para a Vale, pois aumenta a capacidade da mineradora de atender à crescente demanda global por minério de ferro de alta qualidade e reforça ainda mais a presença da companhia no Oriente Médio.
“Esse projeto reúne a capacidade do Brasil de produzir minério de ferro de alta qualidade com a localização privilegiada e a infraestrutura de Omã para ampliar a integração entre os dois países, além de reforçar nossa parceria com a China por meio da Jinnan. Estamos confiantes de que essa parceria não apenas fortalece nossas operações na região, mas também cria valor de longo prazo para a indústria siderúrgica global”, disse Pimenta.
Expansão dos Mega Hubs da Vale
Esse projeto reforça a presença da Vale no Oriente Médio e faz parte da estratégia da mineradora de desenvolver os chamados Mega Hubs, grandes complexos industriais para produção de minério e briquetes.
A empresa já anunciou hubs semelhantes na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, consolidando-se como fornecedora de soluções para uma cadeia siderúrgica mais sustentável e de alto valor agregado.



