O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 0,66% em setembro de 2024, em comparação com agosto, marcando o oitavo aumento consecutivo nos preços industriais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as 24 atividades industriais monitoradas pelo IPP, 17 registraram aumento de preços. O setor de alimentos se destacou ao contribuir com 0,9 ponto percentual (p.p.) na alta, enquanto outras áreas, como as indústrias extrativas e de refino de petróleo e biocombustíveis, caíram, com -0,27 p.p. e -0,13 p.p., respectivamente.
Até setembro de 2024, o índice acumulou alta de 5,51%, superando o resultado negativo de 5,48% registrado no mesmo período de 2023. Nos últimos 12 meses, o IPP acumulou alta de 6,06%, com influência significativa dos alimentos, que contribuíram com 2,63 p.p. no total.
Composição das grandes categorias
A análise do IPP por grandes categorias econômicas em setembro revelou a maior variação em bens de consumo, que avançaram 1,34% e representaram 37,29% da composição do índice.
Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram a maior contribuição, com 1,49%, enquanto bens de capital e bens intermediários apresentaram influências menores.
O que é o IPP?
O IPP reflete os preços de produtos na porta de fábrica, excluindo impostos e fretes, abrangendo as grandes categorias econômicas e servindo como importante indicador da pressão de preços no setor produtivo.
A influência da elevação no setor industrial pode impactar os custos de produção e projeções de repasse ao consumidor final.
*Com informações do Grupo CMA











