A Shell reportou um lucro de US$ 4,291 bilhões no terceiro trimestre de 2024, uma queda de 39% em comparação ao mesmo período de 2023. A receita da empresa também diminuiu, recuando 6,89% para US$ 71,089 bilhões.
O valor divulgado exclui o custo de carregamento dos estoques, variações cambiais e itens não recorrentes, sendo equivalente ao lucro líquido, conforme divulgado por empresas norte-americanas.
Pressão nas margens e menor preço do petróleo
O resultado da Shell foi pressionado por margens de refino mais baixas e pela queda dos preços do petróleo. Além disso, a empresa teve um aumento nas despesas operacionais, fatores que afetaram diretamente a rentabilidade. Esse cenário foi parcialmente compensado por ajustes fiscais favoráveis e pelo aumento nos volumes de gás integrado.
Efeitos contábeis
No trimestre, a Shell também registrou impactos negativos atribuídos a descompassos contábeis relacionados à avaliação de derivativos de commodities a valor justo, além de encargos com redundâncias e reestruturações. A empresa enfrentou ainda encargos e reversões de imparidades líquidas, influenciando o lucro atribuído aos acionistas.
Aumento da produção
O setor de upstream (exploração e produção) da Shell obteve um lucro de US$ 2,289 bilhões, representando uma alta de 14,51% em relação ao ano anterior. Crescimento que foi impulsionado por fatores como uma redução nas baixas de poços, ajustes fiscais favoráveis e menores despesas operacionais.
A produção total da Shell também teve aumento de 3,51%, alcançando 2,801 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Distribuição aos acionistas
A Shell distribuiu um total de US$ 5,7 bilhões aos acionistas no terceiro trimestre de 2024. Esse valor inclui a recompra de ações no montante de US$ 3,5 bilhões e o pagamento de dividendos em dinheiro de US$ 2,2 bilhões.
Para o trimestre, a empresa declarou dividendos de US$ 0,3440 por ação.
*Com informações do Grupo CMA











