O Banco da Amazônia (BAZA3), principal banco de desenvolvimento econômico da Amazônia, registrou lucro líquido de R$ 319,4 milhões no terceiro trimestre de 2024, uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
A redução impactou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 21,8%, um recuo de 1,4 ponto percentual na comparação anual. Mesmo com a diminuição no lucro, a instituição ampliou seu patrimônio líquido, que agora soma R$ 6,5 bilhões, um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.
A carteira de crédito do banco, no entanto, cresceu 5,5%, atingindo R$ 53,9 bilhões. Já o Índice de Basileia — que mede a capacidade de absorver riscos — subiu 1,4 ponto percentual e alcançou 14,6%.
Inadimplência
Para mitigar riscos, o banco mantém sua inadimplência controlada em 2,29%, abaixo da taxa de 3,24% do sistema bancário nacional e da taxa de 2,5% registrada no mesmo trimestre de 2023.
O banco atribui a baixa inadimplência ao uso de garantias como fianças bancárias, alienações e hipotecas, que aumentam a segurança do crédito.
Ações (BASA3)
Às 16h30 desta sexta-feira (8), as ações do banco operam em queda de 0,89%, cotadas a R$ 91,18. Em 2024, BAZA3 acumula perda de 3,92%.
Parcerias para sustentabilidade
O banco ampliou suas iniciativas de sustentabilidade com novas parcerias estratégicas, como com o BID Invest, para seguir padrões globais de responsabilidade ambiental e social.
Também implantou os padrões de divulgação do International Sustainability Standards Board (ISSB) e da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD) para reforçar o compromisso da empresa com a transparência nas práticas sustentáveis.
Adicionalmente, o banco assinou nesta quarta-feira (6), um acordo de captação de 80 milhões de euros com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Esses recursos serão destinados ao crescimento sustentável da Amazônia, em preparação para a COP-30, que ocorrerá em Belém do Pará em novembro de 2025.
Crédito para pequenos produtores e mulheres empreendedoras
O Banco da Amazônia destinou R$ 800 milhões em crédito ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) até o terceiro trimestre de 2024, representando um crescimento de 77,8% em relação ao ano anterior e beneficiando mais de 13 mil clientes.
Outro destaque foi o programa “Amazônia pra Elas”, voltado ao empreendedorismo feminino, que concedeu R$ 69,7 milhões no ano, um aumento de 25,1% frente a 2023, atendendo cerca de 20 mil mulheres empreendedoras.











