A Raízen (RAIZ4), uma das maiores empresas de energia renovável do Brasil, registrou um prejuízo líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre da safra 2024/2025 — período equivalente ao terceiro trimestre —, revertendo o lucro de R$ 28,4 milhões no ano passado.
No acumulado dos primeiros seis meses da safra, o lucro líquido foi de R$ 907,5 milhões, com aumento de 29,7% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Nesta quarta-feira (13), as ações da Raízen abrem o dia em forte queda de 3,77%, negociadas a R$ 2,55. Na primeira hora de negociações do Ibovespa, os papéis lideravam as quedas da Bolsa de valores brasileira. Apesar de números abaixo do esperado, o BTG Pactual recomenda compra, com preço-alvo de R$ 7.
Principais linhas do balanço da Raízen
A companhia informou que o resultado reflete principalmente a queda nas margens dos segmentos de Mobilidade e Renováveis. Mesmo com a redução de despesas gerais e administrativas, houve aumento na despesa de imposto de renda devido à diferença momentânea de resultados entre as subsidiárias do grupo.
Além disso, a sazonalidade das vendas, especialmente de etanol, impactou negativamente o trimestre, enquanto as vendas de açúcar compensaram parcialmente as perdas.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Raízen foi de R$ 4,619 bilhões no trimestre, alta de 6,4% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado da safra, o Ebitda atingiu R$ 9,330 bilhões, registrando crescimento de 10,1%.
O Ebitda ajustado, que desconta efeitos pontuais para fornecer uma visão mais clara do desempenho operacional, foi de R$ 3,662 bilhões, apresentando queda de 1,7% em relação ao trimestre anterior. No acumulado da safra, o Ebitda ajustado totalizou R$ 6,992 bilhões, 14,5% abaixo do registrado nos primeiros seis meses do ano.
Receita líquida aumenta com vendas de açúcar e etanol
A receita líquida da Raízen no trimestre foi de R$ 72,909 bilhões, um aumento de 22,6% em comparação ao trimestre anterior. Nos primeiros seis meses da safra, a receita acumulada alcançou R$ 130,669 bilhões, 20,7% acima do ano anterior.
A comercialização de açúcar da Raízen aumentou 53,61% no trimestre, com vendas totais de 5,017 milhões de toneladas, enquanto no segundo trimestre foram 3,266 milhões de toneladas. A demanda por etanol também subiu, com aumento de 25,21%, totalizando 1,758 milhão de toneladas.
Endividamento e liquidez da Raízen
A dívida líquida da companhia apresentou crescimento, impulsionado pela necessidade de maior consumo de caixa para capital de giro e Capex (investimentos em bens de capital) no início da safra. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, foi de 2,6 vezes, refletindo a sazonalidade do período.
A Raízen reiterou seu compromisso com a manutenção do grau de investimento e a redução da alavancagem até o fim da safra, contando com a comercialização dos estoques de açúcar e etanol. A empresa informou que sua posição de caixa e equivalentes, incluindo Títulos e Valores Mobiliários, era de R$ 12 bilhões ao final do trimestre.











