A Eneva, companhia brasileira de energia, registrou um lucro líquido de R$ 102,7 milhões no terceiro trimestre de 2024, revertendo um prejuízo líquido de R$ 86,9 milhões registrado no mesmo período de 2023. Os resultados da empresa foram divulgados na noite de ontem (12).
No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 1,108 bilhão, um crescimento de 118,1% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento do despacho termelétrico.
Crescimento do Ebitda
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede a geração de caixa operacional da empresa, registrou crescimento de 27,2% no trimestre, alcançando R$ 1,134 bilhão. Este aumento reflete a maior geração das usinas termelétricas da Eneva entre julho e setembro.
A margem Ebitda, que mostra a relação entre o Ebitda e a receita líquida, subiu para 43,9% no terceiro trimestre de 2024, um ganho de 6,5 pontos percentuais em comparação ao terceiro trimestre do ano anterior.
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Receita operacional e segmento Upstream
A receita líquida da Eneva foi de R$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre de 2024, uma alta de 8,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.
O segmento de Upstream (exploração e produção de gás natural) apresentou um aumento expressivo de 131,6% na receita operacional líquida, totalizando R$ 392,9 milhões.
O crescimento foi motivado principalmente pelo aumento na demanda por gás natural das usinas do Complexo Parnaíba e pela elevação das receitas provenientes dos contratos de arrendamento variável das termelétricas Parnaíba I e III.
Fluxo de caixa e endividamento
O fluxo de caixa operacional da Eneva alcançou R$ 1,27 bilhão, o maior já registrado pela companhia em um trimestre, impulsionado pelo desempenho operacional e pela variação positiva no capital de giro.
A dívida líquida consolidada da empresa, após ajustes, somou R$ 15,3 bilhões ao final de setembro de 2024, com uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,53 vezes.
Produção e exportação de gás natural
A produção de gás natural da Eneva somou 0,72 bilhão de metros cúbicos (bcm) no terceiro trimestre de 2024, impulsionada pela alta demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN) e exportações para a Argentina.
A Eneva encerrou o trimestre com reservas de gás natural de 46,5 bcm, distribuídas entre a Bacia do Parnaíba (36,7 bcm) e a Bacia do Amazonas (9,9 bcm). No Campo de Azulão, houve uma leve queda no volume de produção, devido à parada programada da UTE Jaguatirica II.
Complexo Solar e expansão de capacidade
O Complexo Solar Futura 1, com capacidade de 692,4 MWac, completou sua estabilização em outubro de 2023 e registrou uma taxa de disponibilidade de 97,4% no terceiro trimestre de 2024.
Essa operação contribui para a diversificação da matriz energética da Eneva e reforça o portfólio da companhia em fontes renováveis, atraindo investidores interessados em empresas com estratégias alinhadas à sustentabilidade.
*Com informações do Grupo CMA











