Hoje (28), os mercados acionários europeus encerraram suas operações sem uma direção clara, influenciados por ponderações sobre a política monetária no Reino Unido e na zona do euro.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com uma queda de 0,30%, alcançando 457,04 pontos.
- FTSE 100 (Londres): fechou em queda de 0,07%, atingindo 7.455,24 pontos;
- DAX (Frankfurt): registrou alta de 0,16%, alcançando 15.992,67 pontos;
- CAC 40 (Paris): teve queda de 0,21%, atingindo 7.250,13 pontos;
- Ibex 35 (Madri): registrou um avanço de 0,68%, alcançando 10.003,40 pontos;
- PSI 20 (Lisboa): obteve alta de 1,13%, atingindo 6.438,31 pontos;
- FTSE MIB (Milão): fechou com alta de 0,12%, atingindo 29.376,74 pontos.
Tendência de queda com recuperação parcial
A sessão iniciou com uma tendência de baixa nas bolsas europeias, mantendo um viés negativo durante grande parte do pregão. Contudo, houve uma breve melhora no apetite por risco em Nova York, no início da tarde, levando a uma recuperação parcial. Analistas do mercado, como Michael Hewson, da CMC Markets, apontam para uma sessão “fraca”, marcada por uma realização de lucros conforme o mês se aproxima do seu encerramento.
Performance em destaque
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda, tendo oscilado próximo à estabilidade. Esta oscilação foi influenciada por comentários dos dirigentes do Banco da Inglaterra, Dave Ramsden e Jonathan Haskel, que reforçaram a manutenção de juros restritivos por um período prolongado. Destacou-se o salto de 6,21% nas ações da produtora de aviões Rolls-Royce, que aumentou sua meta de fluxo de caixa para 3,1 bilhões de libras até 2027. Por outro lado, o Barclays registrou queda de 0,06%, após notícias sobre possíveis cortes na carteira de clientes do seu banco de investimentos.
Perspectivas e análises
Susannah Streeter, Chefe de Dinheiro e Mercados da Hargreaves Lansdown, aponta que o sentimento moderado reflete a expectativa dos investidores pelos dados dos Estados Unidos, especialmente o relatório de inflação. Além disso, ressalta a análise do mercado sobre o impacto dos juros elevados na economia.
Alemanha
Na Alemanha, o índice DAX registrou alta, colocando em segundo plano as preocupações sobre a dívida fiscal do governo. O chanceler alemão, Olaf Scholz, mencionou que a decisão judicial suspendendo os planos orçamentários do governo cria uma nova realidade para a administração. Entretanto, o ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, negou a existência de uma crise orçamentária.
Com informações do Broadcast
Imagem: Piqsels











