As trajetórias de jogadores de futebol frequentemente se estendem além das quatro linhas do campo, levando-os a terrenos inesperados, como a política. Segundo o portal de notícias Brasil Financeiro, algumas dessas figuras, que conquistaram torcedores com sua habilidade, decidiram utilizar seu prestígio em prol de uma carreira pública. Romário e Bebeto, duas estrelas da Copa do Mundo de 1994, ilustram essa transição do esporte para a política.
Romário, conhecido pelo seu talento avassalador nas finalizações, pendurou as chuteiras em 2009 após marcar seu controverso milésimo gol. Sua estreia política aconteceu em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Em 2014, conquistou uma vaga no Senado, e em 2022, assegurou novamente outra cadeira no Senado com um salário bruto de R$ 41.650,92. Bebeto, por sua vez, seguiu o mesmo caminho, embora a nível estadual, sendo eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2010 e reeleito em duas ocasiões subsequentes.
Quais outros jogadores de futebol se destacaram na política?

Não apenas Romário e Bebeto decidiram experimentar a vida política. O ex-goleiro Danrlei, ídolo do Grêmio, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em 2010, mantendo-se na câmara por quatro mandatos consecutivos. Seu empenho lhe rendeu uma posição de Secretário de Esporte e Lazer do RS em duas ocasiões distintas. A remuneração atual de Danrlei como deputado é de R$ 44.008,52.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
A incorporação de figuras influentes do futebol na política brasileira
O impacto de jogadores de futebol na política não é novidade. Pelé, considerado por muitos como o melhor jogador de todos os tempos, serviu como ministro do Esporte entre 1995 e 1998. Durante seu mandato, foi instituída a Lei Pelé, que revolucionou as regras do esporte no Brasil, especialmente quanto à relação contratual entre clubes e atletas.
Outras personalidades do futebol também tentaram se estabelecer na política, mas sem o mesmo sucesso. Joel Santana e Marcos Braz, por exemplo, não conseguiram se eleger em 2022. Gabigol e Dinei enfrentaram derrotas semelhantes em suas campanhas eleitorais, assim como Douglas, ex-atleta de Corinthians e Grêmio.
O peso do capital social dos jogadores na política
Apesar de não serem todos bem-sucedidos, muitos ex-jogadores ainda veem a política como uma extensão natural de suas carreiras. Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, governou Belo Horizonte entre 2017 e 2022, embora tenha perdido as eleições estaduais em 2022. Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, conseguiu se eleger como deputado federal pelo RJ em 2022, trazendo consigo a experiência de liderar um dos maiores clubes do Brasil.
A presença de ex-jogadores na política suscita reflexões sobre o impacto do esporte na vida pública, revelando como o capital social acumulado no futebol pode ser uma ponte poderosa para o mundo da política.











