A Bolsa de Valores brasileira avançou nesta terça-feira (3), encerrando o pregão com o Ibovespa em 126 mil pontos. O dólar comercial recuou para R$ 6,06, interrompendo a sequência de altas recentes. O mercado foi influenciado pelo resultado do PIB brasileiro, que registrou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre e acumula alta de 4% no ano.
Se você quer saber tudo sobre as repercussões nos mercados e acompanhar as movimentações desta quarta-feira (4), acompanhe agora o podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wise Investimentos | BTG Pactual.
O episódio de hoje já está no ar, nas principais plataformas de podcasts. Basta clicar na sua plataforma preferida para ouvir: Spotify; Deezer; Amazon Music; Podcasters. Ou ouça clicando abaixo:
Segundo Rocco, o ritmo acelerado da economia tem reflexos diretos no mercado. “É um crescimento robusto, mas que cobra um preço elevado em termos de inflação e gargalos na infraestrutura”, afirmou. Ele destacou que a falta de produtividade e a pressão sobre a demanda podem dificultar a sustentabilidade desse ritmo.
Inflação e juros no radar
O crescimento do PIB levanta preocupações sobre a necessidade de ajustes na política monetária. O Banco Central realiza sua última reunião do ano na próxima semana, e o mercado já projeta um possível aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic.
“O juro vai subir, é inevitável. Precisamos equilibrar o aquecimento da economia para conter a inflação”, comentou Rocco. A elevação da Selic, atualmente em 12,75% ao ano, visa desacelerar o consumo e estabilizar os preços.
Cenário internacional e mercado local
No exterior, o desempenho das bolsas norte-americanas seguiu dividido, com o Dow Jones em queda e o Nasdaq e S&P 500 atingindo novos recordes de alta. Os futuros das bolsas indicam mais uma abertura positiva nos Estados Unidos, impulsionados pelo relatório do Livro Bege, que avalia a atividade econômica regional.
No Brasil, a votação de medidas fiscais no Congresso, incluindo cortes de gastos, foi adiada novamente. A indefinição aumenta a tensão entre o Executivo e o Legislativo, enquanto o governo tenta ajustar suas contas para cumprir metas fiscais.











