O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou crescimento de 3,1% no terceiro trimestre deste ano na comparação anual, segundo dados divulgados pelo Departamento de Comércio, divulgados nesta quinta-feira (19).
O número ficou acima da previsão de mercado, que apontava alta de 2,9%, e também superou a segunda leitura do PIB divulgada em novembro, que indicava avanço de 2,8%.
Com o resultado do terceiro trimestre, os sinais de que a maior economia do mundo segue crescendo em um ritmo sólido, fazem com que as apostas para um período mais longo na estagnação dos juros no intervalo de 4,25% a 4,5% — definido após a reunião da última quarta-feira (18) — sejam reforçadas.
Segundo o monitoramento realizado pelo CME Group, as probabilidades dos juros seguirem estáveis na próxima reunião de janeiro estão na casa dos 91%.
Destaques do PIB dos EUA no trimestre
Os gastos pessoais, principal motor da economia americana, subiram 3,7%, acima da leitura anterior de 3,5%. Os investimentos, no entanto, cresceram em ritmo menor, com alta de 0,8% ante 1,1% na leitura anterior.
Por outro lado, os gastos do governo tiveram forte avanço de 5,1%, superando os 3,1% registrados no segundo trimestre.
Inflação e índice PCE
O índice de preços para gastos pessoais (PCE), métrica utilizada pelo Federal Reserve (Fed) para monitorar a inflação, subiu 1,5% no terceiro trimestre, em linha com a leitura anterior.
Enquanto isso, o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, apresentou alta de 2,2%, ligeiramente acima da projeção anterior de 2,1%.
Análises de mercado
Segundo a Oxford Economics, o avanço acima das expectativas reflete a solidez da economia dos EUA, com destaque para o consumo, que permanece resiliente. A consultoria, no entanto, alerta para desafios que podem impactar as famílias de baixa renda em 2025.
Já o Bank of America (BofA) projeta crescimento de 2,7% para o PIB dos EUA em 2024, com desaceleração gradual para 2,4% em 2025 e 2,1% em 2026. O banco aponta incertezas no cenário global, como a lenta recuperação econômica da Europa e da China.
Na visão do BofA, a recuperação econômica global ainda enfrenta desafios, incluindo efeitos das tarifas implementadas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump.











