O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (8) em queda de 1,27%, aos 119.624 pontos. O índice acumula alta de 1,16% na semana, mas voltou a registrar queda no mês, de 0,55%.
A queda é reflexo da cautela do mercado com o cenário internacional, que segue pressionado pelas declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de uma tarifa universal como parte de uma emergência econômica nacional.
O objetivo do republicano, segundo a CNN, é pressionar parceiros comerciais como Canadá e México a adotarem medidas mais rígidas contra a imigração ilegal.
Impacto no Brasil e nas commodities
As incertezas em torno das tarifas também afetaram commodities, importantes para a economia brasileira. O setor de mineração e petróleo, representado por Vale e Petrobras, mostrou quedas moderadas, enquanto o mercado aguarda dados de inflação na China, um dos principais consumidores globais de commodities.
Destaques do Ibovespa
O movimento de queda do Ibovespa foi influenciado pelas perdas em ações de grandes empresas como Vale (-0,96%), Petrobras ON (-0,95%) e Itaú PN (-1,62%). De todas as 87 ações, apenas 9 terminaram o pregão em azul.
Entre as maiores altas do dia, ficaram Grupo Pão de Açúcar (+1,06%), São Martinho (+0,93%) e Marfrig (+0,89%). Por outro lado, Carrefour Brasil (-12,2%), CSN (-7,18%) e Magazine Luiza (-6,52%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
Federal Reserve e política monetária
A ata do Federal Reserve, divulgada hoje, confirmou a expectativa de desaceleração nos cortes de juros nos Estados Unidos, o que limitou o impacto nos mercados globais. Porém, assessores de Trump já discutem mudanças na liderança do banco central americano, incluindo possíveis substitutos para o presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em 2026.











