A ChinaAMC (China Asset Management Company), segunda maior gestora da China, anunciou planos para lançar um fundo de investimento no Brasil em 2025.
A gestora aguarda a aprovação do governo chinês para lançar um fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) com listagem cruzada, que permitirá acesso a produtos focados em ativos chineses, informou a agência Reuters. Segundo a CEO Li Yimei, essa é a primeira iniciativa do tipo no país.
Além do Brasil, a ChinaAMC procura um parceiro nos Estados Unidos para desenvolver fundos voltados ao público varejista americano. Expansão que ocorre mesmo diante das tensões crescentes entre Washington e Pequim.
O movimento é parte de um esforço para reaquecer o interesse de investidores internacionais por ativos chineses, que sofreram com uma forte retirada de capital nos últimos anos, motivados pela desaceleração econômica no país.
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Estratégia internacional e parceria no Oriente Médio
Em 2024, a gestora dobrou os ativos sob gestão de sua unidade em Hong Kong, alcançando mais de HK$ 100 bilhões (cerca de US$ 12,84 bilhões). A gestora também formou parcerias com investidores do Oriente Médio, como o fundo soberano do Catar, que adquiriu 10% da companhia.
Li Yimei ressaltou que o governo chinês continua fornecendo estímulos econômicos para sustentar a confiança no mercado. Ela acredita que, mesmo com as restrições para investidores norte-americanos, os produtos da ChinaAMC atrairão interesse de investidores da América Latina, Oriente Médio e Sudeste Asiático.
O que são ETFs?
Os ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam índices e permitem acesso a uma cesta diversificada de ativos, mas são paralelos, com custos menores em comparação à compra direta de ações.











