A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,53% em janeiro, desacelerando em relação à alta de 1,14% registrada em dezembro, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado divulgado nesta sexta-feira (17) veio abaixo das projeções do mercado, que apontavam alta de 0,67%.
Com esse desempenho, o índice acumula avanço de 0,53% no ano e 6,73% nos últimos 12 meses. Na comparação com janeiro de 2024, todos os três principais componentes subiram, confira os resultados: IPA-10 acumulou aumento de 6,91%, enquanto o IPC-10 avançou 4,23% e o INCC-10 subiu 4,49%.
Principais componentes do IGP-10
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) avançou 0,57%, desacelerando frente à alta de 1,54% em dezembro. O resultado foi influenciado pelo recuo nos preços agropecuários, que caíram 0,88%, após subirem 2,48% no mês anterior.
Entre os itens que mais contribuíram para a queda estão: soja (-5,00%), bovinos (-4,19%), leite in natura (-6,27%), suínos (-11,13%) e laranja (-6,99%). Por outro lado, o café em grão (+19,39%) e o minério de ferro (+3,32%) foram os principais itens que pressionaram o índice para cima.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,26%, revertendo a queda de 0,02% observada em dezembro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis apresentaram avanços nas suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-1,57% para -1,08%), Alimentação (1,12% para 1,41%), Vestuário (-0,26% para 1,02%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,74%, acima da alta de 0,42% em dezembro. Esse movimento foi impulsionado pelo aumento nos custos da mão de obra (+0,98%) e de materiais e equipamentos (+0,64%).
Fatores que influenciaram o resultado
Segundo o coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), André Braz, o recuo nos preços de commodities agropecuárias, como soja e leite in natura, foi determinante para a desaceleração do índice.
Esses itens, que haviam pressionado o indicador no fim de 2024, apresentaram quedas significativas em janeiro. No entanto, itens como café em grão e minério de ferro continuam a gerar pressão inflacionária, especialmente no atacado.











