As ações de frigoríficos que têm operações nos Estados Unidos puxam o Ibovespa para baixo nesta terça-feira (21) devido ao surgimento de casos de gripe aviária no país. Os papéis da BRF (BRFS3) lideram as quedas, com uma desvalorização de 6,40%, a R$ 21,80. As ações são as mais negociadas no momento.
Na sequência estão Marfrig (MRFG3) recuando 5,33%, a R$ 14,77 e JBS (JBSS3), com queda de 3,5%, a R$ 33,09. Na primeira metade do pregão, o Ibovespa alternou entre altos e baixos, e às 13h15 opera em queda de 0,07%, aos 122.763 pontos.
Analistas dizem que essa situação afeta as margens e o crescimento das companhias do setor. A Minerva (BEEF3) também recua 0,6%, a R$ 4,95, apesar da alta do dólar. O sócio diretor da L4 Capital, Hugo Queiroz, explica que os casos afetam margens e crescimento das empresas.
Casos de gripe aviária na Geórgia
No último sábado (18), a Geórgia, um dos principais estados produtores de aves nos EUA, suspendeu temporariamente todas as atividades avícolas e vendas de aves após a confirmação de um caso de gripe aviária altamente patogênica (HPAI, na sigla em inglês) em uma operação comercial no condado de Elbert.
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O comunicado foi divulgado pelo Departamento de Agricultura da Geórgia e o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
“Pela primeira vez desde que o surto nacional começou em 2022, a HPAI foi confirmada numa operação comercial de aves no estado da Geórgia”, disse o comissário da Agricultura da Geórgia, Tyler Harper.
Segundo Queiroz, com o adoecimento das aves, o custo das empresas cresce com perdas de aves que seriam vendidas e o crescimento da operação fica limitado pelas restrições sanitárias para exportações.
O comissário de Agricultura da Geórgia, Tyler Harper, classificou o caso como uma ameaça significativa à principal indústria do estado, que sustenta milhares de empregos na avicultura. Autoridades locais e federais estão trabalhando para mitigar a propagação da doença e retomar as operações avícolas o mais rápido possível.
Cronologia dos casos confirmados
Na última quarta-feira (15), o produtor percebeu sinais clínicos de influenza aviária. As amostras foram coletadas na manhã de quinta-feira e transportadas para a Georgia Poultry Laboratory Network (GPLN) para testes.
Uma detecção positiva foi confirmada na tarde de quinta-feira (16) e, posteriormente, validada pelo Laboratório Nacional de Serviços Veterinários do USDA na sexta-feira (17), segundo o comunicado.
O caso confirmado na semana passada foi o primeiro foco em uma operação comercial de aves na Geórgia e o quinto registrado no Estado. Ao todo, as instalações afetadas tinham aproximadamente 45.000 matrizes de frangos de corte.











