O Bank of America (BofA) divulgou hoje um relatório com revisão de preço alvo para Marfrig e BRF, com a Marfrig recuando de R$ 22 para R$ 21, e a BRF subindo de R$ 18 para R$ 19,5%. A recomendação de ambas continua neutra, e para a JBS manteve o status de compra. Às 12h, as ações das três companhias recuavam: BRF (-1,27%), JBS (-0,53%) e Marfrig (-028%).
Os analistas do BofA estimam que a Marfrig negocie proforma 4,4x EV/EBITDA em 2023 (assumindo 33,25% de participação na BRF), contra 4,0x da JBS, o que é injustificado.
“O rendimento FCF da Marfrig proforma é sólido em 20% em 2023, semelhante ao JBS em 22%, mas a Marfrig tem uma Dívida Líquida/EBITDA proforma de 2,8x em 2022 e 3,3x em 2023, enquanto a da JBS é inferior a 2x” detalhou o BofA.
Embora a aquisição da BRF tenha trazido mais diversificação para a Marfrig, ela ainda é menos diversificada que a JBS, com maior exposição à carne bovina norte-americana (46% do EBITDA vs. 30% da JBS).
Segundo o BofA, a revisão da Marfrig aconteceu após a divulgação do balanço do segundo trimestre, quando começou a consolidar a BRF. A análise diz que os negócios da Marfrig na América do Sul devem crescer devido ao ciclo pecuário favorável, enquanto os números consolidados refletem estimativas mais altas para a BRF, com previsão de ebitda autônomo de R$ 9,9 bilhões em 2022 e ebitda consolidado de R$ 14,1 bilhões.
Sobre a JBS, o relatório confirma que a companhia continua sendo a preferida no setor de frigoríficos diante da resiliência de lucros, avaliação atraente, diversificação do portfólio, preços de frango mais altos no Brasil e nos EUA e custos mais baixos de grãos e sustentabilidade das margens de carne bovina dos EUA acima dos níveis históricos. A recomendação continua de compra, com preço alvo de R$ 55.
Emerson Lopes / Agência CMA
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