O IPCA-15 de agosto apresentou recuo de 0,73%, desacelerando em comparação ao IPCA de julho (-0,68%) e abaixo da estimativa da Tendências Consultoria (-0,39%).
Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 9,57%. Para o fechamento do mês, espera-se que o índice acelere, devido à saída dos efeitos das desonerações tributárias, mas que permaneça ainda no terreno negativo. “Diante da surpresa inflacionária desse resultado, nossa expectativa de 7,9% para o IPCA de 2022 apresenta viés de baixa”, completa relatório divulgado pela consultoria.
Neste sentido, a projeção para o índice fechado do mês incorpora a expectativa de menores recuos dos grupos Transportes e Habitação, uma vez que se espera dissipação do efeito da desoneração de impostos sobre os combustíveis e a energia elétrica. “Por outro lado, para o grupo Alimentação deve haver manutenção da trajetória de desaceleração, influenciada pela redução das variações elevadas nos preços do leite e seus derivados observada nos últimos resultados”.
Na abertura dos preços livres, a inflação de serviços demonstrou forte desaceleração no índice de serviços totais, com alta de 0,38% (ante 0,79% no IPCA de julho), mas uma desaceleração menos significativa na métrica que exclui passagens aéreas (0,64% ante 0,67% no mês anterior). Em 12 meses, houve aceleração em relação ao último resultado nos serviços
totais (8,98% ante 8,85%), assim como na métrica que exclui o item passagens aéreas (8,07%, ante 8,06% em julho). Para o ano, elevamos nossa projeção para a inflação de serviços para 9,0% (ante 8,1%), em meio à atividade mais forte no setor e à retomada do mercado de trabalho.
A média dos núcleos ficou em 0,46% (5,68% em termos anualizados), similar às variações registradas no IPCA de julho (0,46% e 5,71%, respectivamente), no sentido contrário da nossa expectativa de uma menor queda em agosto. Para os próximos resultados, espera-se que os núcleos
acelerem junto com a inflação geral, após a dissipação dos efeitos baixistas observados em julho e agosto. O índice de difusão, por sua vez, subiu para 65,12% na prévia do mês (de 62,86% no IPCA), revelando um grau ainda relativamente elevado de disseminação das pressões inflacionárias.
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