As bolsas dos EUA dispararam nesta quarta-feira (9), fechando com forte valorização e interrompendo uma sequência de quatro dias de queda. O movimento foi impulsionado pela suspensão das tarifas comerciais por 90 dias pela governo norte-americano.
O anúncio do presidente, que abaixou para 10% as tarifas dos países que não retaliaram, animou os investidores e teve impacto direto nas ações de grandes empresas americanas.
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Desempenho dos índices
- Dow Jones subiu 7,87% (40.608,45 pontos);
- S&P 500 avançou 9,52% (5.456,90 pontos);
- Nasdaq ganhou 12,16% (17.124,97 pontos).
Segundo analistas, esta foi a maior valorização percentual diária do Nasdaq desde janeiro de 2001.
Ata do Fed reforçam otimismo
A publicação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), no meio da tarde, contribuiu para a manutenção do movimento de alta. O documento trouxe sinais de que o Fed pode adotar uma postura mais cautelosa na condução da política de juros.
Sete magníficas decolam
As ações das chamadas “Sete Magníficas”, grupo das principais empresas de tecnologia dos EUA, registraram fortes altas:
- Tesla: +22,6%
- Apple: +15,3%
- Meta (Facebook): +14,8%
- Amazon: +12%
- Microsoft: +10,1%
- Alphabet (Google): +9,6%
- Nvidia: +19%
O desempenho da Tesla ganhou destaque após o CEO Elon Musk criticar Peter Navarro, conselheiro de Trump. Navarro havia reagido às críticas de Musk às tarifas dizendo que o empresário estava “protegendo seus próprios interesses”.
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Até ontem, as ações da Tesla acumulavam queda de 45% no ano. Com a alta de hoje, parte dessas perdas foi recuperada.
Varejo e setor farmacêutico também sobem
As ações da Walmart subiram 9,6%, após a empresa ampliar a estimativa de crescimento da receita operacional para o primeiro trimestre. A companhia reafirmou sua projeção para o ano fiscal de 2026, mesmo com o aumento da volatilidade na demanda nas últimas semanas.
Empresas do setor farmacêutico também registraram ganhos. Pfizer, Johnson & Johnson, Merck, Bristol Myers Squibb e AbbVie avançaram após o presidente Trump indicar que pode anunciar tarifas sobre medicamentos importados, com o objetivo de estimular a produção local.











