A guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos ganhou novos capítulos nesta semana, com um forte aumento de tarifas do país norte-americano e retaliações de outras economias. O movimento elevou a incerteza e gerou forte impacto nos mercados globais.
Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) e ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos, classificou a situação como “a maior ferida autoinfligida que um presidente de uma economia desenvolvida causou ao seu próprio país”.
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Nesta sexta-feira (11), o Monitor do Mercado traz mais uma edição do quadro “Semana em 5 Minutos”, resumo semanal direto e sem enrolação assinado por Gil Carneiro. Confira:
“Tarifas contra Bangladesh e Vietnam são como um grande investidor brigar com a moça da limpeza pelo direito dele lavar o banheiro” — Trevor Scott, da Tidefall Capital.
Na segunda-feira (7), os mercados abriram em forte queda, refletindo a intensificação do conflito tarifário promovido pelo governo Trump. Em resposta à política norte-americana, a China decidiu revidar com tarifas recíprocas sobre produtos dos Estados Unidos.
A reação americana veio em seguida, com elevação das suas próprias alíquotas para 104%. A China contra-atacou, elevando suas tarifas para 84%. Outros parceiros comerciais se uniram às retaliações. União Europeia e Canadá impuseram tarifas de 25% sobre produtos norte-americanos.
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Os dados no Brasil também preocupam. Enquanto o mundo se deteriora diante da guerra comercial, o IPCA — índice oficial de inflação — desacelerou de 1,31% em fevereiro para 0,56% em março, dentro das expectativas do mercado.
No câmbio, a saída de capital estrangeiro no primeiro trimestre chegou a US$ 15,8 bilhões. A conta financeira da balança de pagamentos registrou evasão de US$ 23,1 bilhões — resultado de envio de lucros ao exterior e pagamento de dívidas. Já a balança comercial ficou positiva, com superávit de US$ 7,3 bilhões.
Na B3, a Bolsa do Brasil, o fluxo de capital estrangeiro teve entrada líquida de R$ 18,4 bilhões até 27 de março. Mas entre os dias 28 de março e 9 de abril, houve saídas diárias, totalizando R$ 8,9 bilhões e reduzindo o saldo positivo no ano para R$ 9,4 bilhões.












