O mercado de carros elétricos no Brasil em 2025 está em plena expansão, com uma oferta crescente de modelos acessíveis que tornam a mobilidade sustentável mais viável. O Renault Kwid E-Tech segue como o carro elétrico mais barato, sendo a única opção abaixo de R$ 100 mil. No entanto, a chegada de modelos chineses, como o BYD Dolphin Mini e o GWM Ora 03, está transformando o cenário, intensificando a concorrência e trazendo mais opções para os consumidores que buscam sustentabilidade e economia.
A competição entre montadoras tem levado a ajustes de preços e à introdução de tecnologias avançadas, como conectividade e segurança, tornando os veículos elétricos mais atrativos. Abaixo, detalhamos os modelos mais baratos, as estratégias das marcas e as tendências para o futuro do mercado de carros elétricos no Brasil.
Quais são os modelos de carros elétricos mais acessíveis em 2025?

A lista dos carros elétricos mais baratos no Brasil em 2025 é liderada por modelos que combinam preço competitivo, tecnologia e eficiência energética. Confira os principais:
- Renault Kwid E-Tech – R$ 99.990
O Kwid E-Tech é o carro elétrico mais acessível do mercado brasileiro. Equipado com um motor de 65 cv e 11,4 kgfm de torque, oferece autonomia de 185 km (Inmetro). Apesar de ser compacto e ter uma lista de equipamentos mais básica, destaca-se pela rede de concessionárias consolidada da Renault e pelo custo-benefício para uso urbano. - BYD Dolphin Mini – R$ 115.800 (4 lugares) / R$ 119.800 (5 lugares)
O Dolphin Mini revolucionou o mercado ao se tornar o elétrico mais vendido em 2024, com 21.968 unidades emplacadas. Com motor de 75 cv e 13,1 kgfm, oferece autonomia de 280 km. Seu pacote de equipamentos inclui seis airbags, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, e câmera 360°, sendo ideal para quem busca tecnologia e espaço interno. - Caoa Chery iCar – R$ 119.990
O iCar é um dos menores carros elétricos do mercado, com 3,2 metros de comprimento. Seu motor de 61 cv e 15,3 kgfm proporciona autonomia de 197 km (Inmetro). Apesar de oferecer apenas dois airbags, inclui ar-condicionado digital, bancos com ajuste elétrico, teto panorâmico e central multimídia de 10,25 polegadas, sendo uma opção eficiente para uso na cidade. - JAC E-JS1 – R$ 132.900
O E-JS1 já foi o elétrico mais barato do Brasil, mas hoje ocupa a quarta posição. Com motor de 62 cv e 15,3 kgfm, tem autonomia de 161 km (Inmetro). Oferece faróis LED, central multimídia de 10,25 polegadas, câmera de ré e chave presencial, mas, como o iCar, limita-se a dois airbags e itens de segurança obrigatórios. - GWM Ora 03 Skin – R$ 159.000
O Ora 03 é o mais potente da lista, com 171 cv e 25,5 kgfm de torque, alcançando 0 a 100 km/h em 8,2 segundos. Sua autonomia é de 232 km (Inmetro) na versão de entrada. Equipado com sete airbags, câmera 360°, piloto automático adaptativo e conectividade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, é uma opção premium entre os elétricos acessíveis.
Como as marcas estão se adaptando ao mercado de carros elétricos?
As montadoras estão ajustando suas estratégias para enfrentar a concorrência e atender à crescente demanda por veículos elétricos no Brasil. A chegada de marcas chinesas, como BYD e GWM, forçou reduções de preços e melhorias nos pacotes de equipamentos. Por exemplo:
- Renault: Reduziu o preço do Kwid E-Tech de R$ 142.990 em 2022 para R$ 99.990 em 2025, reagindo à entrada do BYD Dolphin Mini. A marca aposta na sua rede de concessionárias e na confiabilidade para manter a liderança.
- BYD: Com 60% do mercado de elétricos em 2024, a BYD lidera com modelos como o Dolphin Mini e o Dolphin, que combinam preço acessível, tecnologia avançada e produção local na fábrica da Bahia. A marca também investe em carregamento rápido e infraestrutura.
- Caoa Chery: O iCar teve seu preço reduzido de R$ 139.990 para R$ 119.990 (e até R$ 79.900 em promoções específicas), visando competir com os modelos da BYD e GWM. A marca foca na eficiência energética e em equipamentos de conforto.
- JAC Motors: A JAC baixou o preço do E-JS1 em várias ocasiões, totalizando cortes de R$ 19.000 desde 2023, para manter a competitividade. O modelo aposta em equipamentos generosos para compensar a menor autonomia.
- GWM: O Ora 03 entrou no mercado com preço agressivo de R$ 159.000 na versão Skin, mirando o BYD Dolphin. A GWM investe em segurança (sete airbags) e tecnologia, além de planejar produção local em Iracemápolis, São Paulo, a partir de maio de 2025.
Quais são as tendências para o futuro dos carros elétricos no Brasil?
O mercado de carros elétricos no Brasil está em um momento de crescimento acelerado, com tendências que apontam para maior acessibilidade e adoção. Algumas projeções incluem:
- Mais modelos acessíveis: A chegada de novas marcas, como a Neta com o Aya (R$ 128.900), e a promessa de elétricos abaixo de R$ 90 mil nos próximos anos indicam maior competição e redução de preços.
- Aumento da autonomia e eficiência: Montadoras estão investindo em baterias mais eficientes e carregamento rápido. Por exemplo, a BYD oferece tecnologias que adicionam 400 km de autonomia em 5 minutos em modelos premium, e isso deve chegar aos modelos de entrada.
- Expansão da infraestrutura de carregamento: A infraestrutura de recarga está crescendo, com mais estações de carregamento em cidades e rodovias, facilitando o uso de elétricos em longas distâncias. Marcas como GWM e BYD oferecem wallboxes gratuitos com alguns modelos.
- Políticas governamentais: O Programa Mover e os incentivos fiscais em alguns estados, como isenções de IPVA, estão impulsionando as vendas. No entanto, o aumento do imposto de importação para 25% em julho de 2025 e 35% em 2026 pode encarecer os modelos importados, incentivando a produção local.
- Produção nacional: BYD e GWM já estão investindo em fábricas no Brasil, o que reduzirá custos e permitirá maior nacionalização. A GWM, por exemplo, planeja atingir 60% de nacionalização até 2028. Outras marcas, como Renault e Stellantis, também anunciaram planos para produzir elétricos localmente.
Mercado de carros elétricos no Brasil
O mercado de carros elétricos no Brasil em 2025 está em um ponto de inflexão, com modelos mais acessíveis, tecnológicos e competitivos. A liderança do Renault Kwid E-Tech e a ascensão de modelos chineses, como o BYD Dolphin Mini e o GWM Ora 03, mostram que a concorrência está beneficiando os consumidores com preços mais baixos e pacotes de equipamentos mais robustos.
Com 61.615 elétricos vendidos em 2024 e uma frota de mais de 300 mil eletrificados no país, o Brasil está se consolidando como um mercado promissor para a mobilidade elétrica. A expansão da infraestrutura, os incentivos governamentais e a produção local devem tornar os carros elétricos uma parte ainda mais significativa do mercado automotivo nos próximos anos, contribuindo para um futuro mais sustentável e eficiente.











