Avicii, nome artístico de Tim Bergling, foi um dos DJs e produtores mais influentes da música eletrônica, conhecido por hinos como “Levels”, “Wake Me Up” e “Hey Brother”, que redefiniram o gênero EDM. De um jovem criativo em Estocolmo, Suécia, a um ícone global, Avicii conquistou milhões com suas melodias cativantes e mensagens de esperança, mas sua vida foi marcada por lutas pessoais que culminaram em sua trágica morte aos 28 anos. Sua história é uma celebração de talento, impacto cultural e um lembrete da importância da saúde mental. Neste artigo, exploramos a trajetória de Avicii, suas conquistas, patrimônio e curiosidades que revelam o legado de Tim Bergling.
Como Avicii começou sua carreira?
Nascido em 8 de setembro de 1989, em Estocolmo, Suécia, Tim Bergling cresceu em uma família confortável, filho de Klas Bergling, dono de uma loja de material de escritório, e Anki Lidén, uma atriz sueca conhecida por filmes como Minha Vida de Cachorro (1985). Inspirado por seu irmão mais velho, também DJ, Tim começou a criar música aos 16 anos, usando uma versão pirata do software FL Studio. Aos 18, ele postava remixes em fóruns de música eletrônica, como o Laidback Luke Forums, adotando o nome Avicii – uma referência a Avīci, o nível mais baixo do inferno budista, escolhido porque seu nome real já estava em uso no MySpace.
Em 2007, Tim assinou com a Dejfitts Plays e, em 2010, lançou “Seek Bromance”, que alcançou o top 20 em países como Reino Unido, França e Suécia. Sua grande virada veio em 2011 com “Levels”, um single que sampleou “Something’s Got a Hold on Me” de Etta James e chegou ao top 10 em mais de 10 países, estabelecendo-o como uma estrela do EDM. Seu álbum de estreia, True (2013), misturou eletrônica com folk e country, consolidando sua inovação no gênero.
Quais são as conquistas de Avicii?
As conquistas de Avicii são históricas. Ele vendeu mais de 15 milhões de álbuns e acumulou 17 bilhões de streams no Spotify, com “Wake Me Up” ultrapassando 2,7 bilhões de reproduções em 2025, a primeira música de um artista sueco a atingir essa marca. Tim venceu 2 MTV Europe Music Awards, 1 Billboard Music Award e foi indicado a 2 Grammys: Melhor Gravação Dance por “Sunshine” com David Guetta (2012) e “Levels” (2013).
Seus álbuns True (2013), Stories (2015) e o EP Avīci (01) (2017) alcançaram o top 10 em mais de 15 países, com True liderando paradas na Suécia, Austrália e Dinamarca. O álbum póstumo TIM (2019), com singles como “SOS” e “Heaven” (com Chris Martin do Coldplay), também chegou ao número 1. Avicii foi o primeiro DJ a encabeçar o Radio City Music Hall em Nova York em 2012 e apresentou-se no Super Bowl Halftime Show em 2015. Ele foi classificado em 3º lugar no Top 100 DJs da DJ Magazine em 2012 e 2013. Em 2025, Avicii foi homenageado com o SiriusXM Avicii Radio: Music for a Better Day e um documentário da Netflix, Avicii: I’m Tim, lançado em 31 de dezembro de 2024.
Quanto vale o patrimônio de Avicii e quais eram suas fontes de renda?
O patrimônio de Avicii no momento de sua morte em 2018 era estimado em US$ 75 milhões, segundo a Forbes, acumulado em uma carreira meteórica. Sua principal fonte de renda era a música, incluindo vendas de álbuns, streaming e turnês. No auge, ele ganhava US$ 250 mil por noite em apresentações, com turnês como a True Tour (2014) arrecadando US$ 100 milhões. Royalties de “Wake Me Up” e “Levels” geravam milhões anualmente, e seu contrato com a EMI Music Publishing rendia cerca de US$ 5 milhões por ano.
Avicii tinha patrocínios com marcas como Coca-Cola e Volvo, rendendo US$ 2 milhões anuais, e colaborou na trilha de FIFA World Cup 2014 com “Dar um Jeito”. Ele investiu em uma mansão de US$ 15 milhões em Hollywood Hills e possuía carros como Audi R8 e Lamborghini Aventador. Após sua morte, os lucros de TIM e projetos póstumos, como Avicii: My Last Show (2024), foram direcionados à Tim Bergling Foundation, que apoia saúde mental.
Curiosidades sobre Avicii?
Avicii tinha um lado cativante e complexo. Seu nome artístico, Avicii, foi escolhido por acaso, mas ele gostava da ironia de um termo budista para um DJ que criava “paraísos” musicais. Tim era um gamer ávido, fã de World of Warcraft, Overwatch e Hearthstone, e criou o jogo Avicii Invector (2017). Ele remixou “Lazy Jones”, um jogo de Commodore 64, aos 6 anos, sua primeira incursão musical.
Tim era tímido e sofria de ansiedade desde a adolescência, o que foi agravado pela pressão das turnês. Ele se aposentou dos palcos em 2016, após ser diagnosticado com pancreatite aguda devido ao uso excessivo de álcool, e passou por uma cirurgia para remover a vesícula e o apêndice em 2014. Avicii era fã de The Beatles, Stevie Wonder e Nina Simone, influências que moldaram suas melodias. Ele doou US$ 1 milhão para a Feeding America em 2012 e fundou a House for Hunger, ajudando comunidades carentes.
Qual é o impacto de Avicii na música eletrônica?
Avicii transformou o EDM ao misturar elementos de folk, country e soul, criando hinos acessíveis como “Wake Me Up”, que liderou paradas em 20 países. “Levels” (2011) é considerado um marco, inspirando produtores como Kygo e Martin Garrix. Sua abordagem melódica e emocional, influenciada por Swedish House Mafia e Eric Prydz, popularizou a música eletrônica globalmente, levando o EDM às rádios pop. Tim colaborou com ícones como Madonna, Coldplay e David Guetta, elevando o gênero a novos patamares.
Após sua morte, tributos de artistas como Rita Ora, The Chainsmokers e Kygo no Tomorrowland 2018 e no Billboard Music Awards destacaram sua influência. A Tim Bergling Foundation, criada por sua família, promove saúde mental, inspirada por sua luta contra ansiedade e depressão, impactando milhares de jovens.
Como Avicii lidou com seus desafios pessoais?
Tim Bergling enfrentou ansiedade severa, pancreatite e dependência de álcool e analgésicos, como OxyContin, prescritos após sua cirurgia em 2014. Ele buscou recuperação no Ibiza Calm, um centro de reabilitação, em 2015, e adotou meditação inspirada por Maharishi Mahesh Yogi. Sua aposentadoria dos palcos em 2016, anunciada em uma carta aberta, foi uma tentativa de priorizar sua saúde, mas ele continuou lutando com questões existenciais. O documentário Avicii: True Stories (2017) revelou sua vulnerabilidade, e Avicii: I’m Tim (2024) detalhou sua busca por paz.
Por que Avicii é uma inspiração em 2025?
Avicii faleceu em 20 de abril de 2018, em Mascate, Omã, por suicídio, deixando um vazio na música e entre os fãs. Aos 28 anos, ele era descrito como uma “alma artística frágil” por sua família, que fundou a Tim Bergling Foundation para apoiar a saúde mental, arrecadando milhões com projetos como TIM e tributos na Avicii Arena. Em 2025, seu legado vive em Avicii: I’m Tim, que celebra sua vida, e em fãs que compartilham memórias no X, como a de
@SwedenCharts sobre os 2,7 bilhões de streams de “Wake Me Up”. Avicii inspira por sua música atemporal e por lembrar o mundo da importância de cuidar da mente, motivando artistas e fãs a viverem uma vida que será lembrada, como canta em “The Nights”.











