O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, alcançou novo recorde no pregão desta quarta-feira (13), fechando em alta de 1,76%, acima dos 138 mil pontos (138.963,11). Durante a sessão o índice também atingiu seu maior patamar intradiário aos 139.418,97 pontos, marcando a quarta alta consecutiva e acumulando alta de 15,5% no ano.
O desempenho positivo foi impulsionado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), sinalizando que a Selic não chegará aos 15%; além dos dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado, trazendo alívio ao mercado.
No mercado internacional, esta quarta-feira (14) é de expectativa por discursos dos Fed boys Christopher Waller, Philip Jefferson e Mary Daly, após a inflação americana ter vindo abaixo do previsto.
Destaque também para a divulgação do relatório mensal sobre o mercado de petróleo, em recuperação após a trégua nas tarifas entre China e os Estados Unidos.
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No Brasil, entre os indicadores econômicos, destaque para a divulgação do volume de serviços em março, com projeção de queda no ritmo de crescimento.
O mercado também acompanha de perto o desempenho da moeda norte-americana, que registrou queda firme após os dados de inflação abaixo do esperado, fechando em queda de 1,32%, a R$ 5,61 — menor nível de fechamento em sete meses.
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Manchetes desta manhã
- Ibovespa bate recorde e sobe 15,5% no ano; dólar recua para menor nível em sete meses (Valor)
- Lula e Xi tentam mediar paz na Ucrânia sem citar trégua, como quer Putin (Estadão)
- Aposentados podem pedir devolução de descontos indevidos a partir desta quarta (14) (Folha)
- Alesp aprova reajuste no salário de Tarcísio e aumenta teto do funcionalismo (Estadão)
- BC reforça sensação de fim de ciclo de aperto na Selic (Valor)
- Com valor de mercado de US$ 3,17 tri, Nvidia encosta na Apple (Valor)
Mercado global
Os mercados da Europa operam com desempenho misto e algumas praças em pausa após quatro dias de ganhos em reação aos acordos EUA-Reino Unido e EUA-China.
O Goldman Sachs elevou previsão de 12 meses para o STOXX 600 de 520 para 570 pontos, após acordo de tarifas e, com base nos resultados atuais. Segundo analistas as empresas europeias terão um aumento de 1,9% no lucro, acima do 0,4% previsto há uma semana (LSEG).
Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta com a notícia de que a Nvidia e AMD fornecerão semicondutores para a Humain da Arábia Saudita para um projeto de data center; acordo entre China e EUA, além dos resultados corporativos.
Na sessão, o destaque foi para Hong Kong, que reverteu as perdas da véspera com alta da JD.com (+3,6%), após fortes lucros, além de Smoore (+9,7%), Zhejiang Leapmotor (+6,0%), Orient Overseas (+4,8%) e Wuxi Biologics (+2,8%).
Em Nova York, os índices futuros abriram a sessão com desempenho misto, após alta na véspera, com dados de inflação divulgados aumentando o otimismo do mercado.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro estável
• STOXX 600 -0,2%
• FTSE 100 estável
• Nikkei 225 -0,1%
• Shanghai SE Comp. +0,9%
• MSCI EM +1,6%
• Dollar Index -0,4%
• Yield 10 anos -1,4bps a 4,4512%
• Bitcoin -0,7% a US$ 103857,25
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Commodities
- Petróleo: em queda com aumento nos estoques americanos. O Brent/julho cede 1,05%, a US$ 65,93 e o WTI/junho recua 1,12%, a US$ 62,96.
- Minério de ferro: sobe 1,06% na Bolsa de Dalian, na China. Em Singapura, o contrato futuro sobe 2%, a US$ 101,5 a tonelada. Os contratos para setembro, os mais negociados, fecharam em alta de 1,06%, a US$ 99,18 por tonelada.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o dia é de agenda esvaziada de indicadores econômicos, com destaque para falas dos membros do Fed, como Philip Jefferson, às 9h, e Mary Daly, às 17h40.
A Opep também divulga hoje o relatório mensal sobre o mercado de petróleo.
No setor corporativo, as ações da Nvidia e AMD sobem 2,6%, cada, no pré-mercado de NY, com anúncio de fornecimento de semicondutores para uma empresa de inteligência artificial da Arábia Saudita para um datacenter de US$ 10 bilhões.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda do dia começa com a divulgação sobre o volume de serviços prestados em março, às 9h pelo IBGE. A projeção do BTG Pactual é de alta de 0,20% na comparação mensal e de 1,60% na anual.
Ainda na agenda de hoje, diretores do Banco Central participam de Conferência anual do Banco Central, com transmissão pelo YouTube. O evento ocorre um dia após a ata do Copom, que reduziu expectativa de alta da Selic em junho. Nesta quarta-feira também tem vencimento de opções sobre o Ibovespa.
No cenário das relações internacionais e econômicas, Brasil e China assinaram 20 acordos de cooperação e o presidente Lula, em viagem ao país, disse que guerras comerciais não têm vencedores.
Entre os compromissos do dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne com representantes da Fitch, às 15h.
O debate sobre o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil deve se estender pelo primeiro semestre, disse Hugo Motta, presidente da Câmara.
Para hoje, estão previstos os balanços da Azul, Eneva, Americanas, Casas Bahia, Eletrobras, Light, Qualicorp, Ser Educacional, entre outros.
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Destaques no mercado corporativo
- JBS: lucrou R$ 2,9 bilhões no 1º trimestre, alta de 77,6%.
- SLC Agrícola: teve lucro de R$ 510,7 milhões no 1º trimestre, alta de 123%.
- Grupo Casas Bahia: obteve decisão favorável da justiça de SP sobre ressarcimento de ICMS-ST que soma R$ 632 milhões.
- B3: informou que o volume médio diário de ações negociadas em abril cresceu 12,5%.
- Gerdau: fará emissão de R$ 1,375 bilhão em debêntures.












