O volume de serviços no Brasil avançou 0,3% em março, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi o segundo mês consecutivo de crescimento, acumulando alta de 1,2% no período. Com isso, o setor opera apenas 0,5% abaixo do recorde registrado em outubro de 2024.
Frente ao mesmo mês de 2024, o setor avançou 1,9%, registrando o 12º resultado positivo seguido nessa base de comparação. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento foi de 2,4%.
Segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE, o setor se mantém em patamar elevado: “Há uma sustentação do setor de serviços muito próxima do nível recorde. Oscilações mensais, como as quedas em novembro e janeiro, não configuram tendência de reversão”.
Transportes e serviços prestados às famílias lideram
Três das cinco atividades pesquisadas registraram crescimento em março. O maior impacto veio do setor de transportes, que subiu 1,7%, puxado por serviços auxiliares como logística, gestão de portos, armazenamento e correio, que avançaram 4,8%.
Também tiveram desempenho positivo os serviços prestados às famílias, com alta de 1,5%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 0,6%. Ambos setores emplacaram a segunda alta consecutiva.
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Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação registraram crescimento. Os maiores destaques foram Rio de Janeiro (2,3%), Paraná (1,2%), Goiás (3,1%) e Bahia (1,5%). No Rio, os serviços de transporte dutoviário e eventos culturais ligados ao Carnaval impulsionaram o resultado.
Já as principais quedas vieram de Mato Grosso (-9,2%), São Paulo (-0,2%) e Pernambuco (-2,7%).
Setor de tecnologia e turismo também avançam
Na comparação com março de 2024, o destaque ficou com os serviços de informação e comunicação, que cresceram 4,6%. O desempenho foi puxado por atividades como desenvolvimento de softwares, hospedagem de sites, tratamento de dados e consultorias em TI.
As atividades turísticas mostraram estabilidade em março (-0,2%), após alta de 2,7% em fevereiro. O segmento opera 9,2% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 3,9% abaixo do recorde da série, em dezembro de 2024.
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Na análise anual, o turismo avançou 5,8%, com destaque para os serviços de transporte aéreo, hospedagem, reservas e alimentação. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro (17%), Bahia (14,4%) e Ceará (14,7%). As únicas quedas vieram de Rio Grande do Sul (-6,5%), Distrito Federal (-5%) e Mato Grosso (-7,7%).
Transportes de passageiros e cargas crescem
O volume de transporte de passageiros subiu 2% em março e acumula alta de 4,2% em dois meses. O segmento está 1,8% acima do nível pré-Covid (fevereiro de 2020), mas ainda 21,8% abaixo do pico histórico (fevereiro de 2014).
O transporte de cargas teve alta de 0,6% no mês, acumulando 2% nos últimos dois meses. O segmento está 35,6% acima do patamar pré-pandemia, mas 6,6% abaixo do recorde da série, registrado em julho de 2023.












