As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam sem direção definida nesta tarde, em dia de muitas falas de bancos centrais pelo mundo e dados de inflação.
Roberto Motta, economista da Genial, destaca essa baixa visibilidade do mercado: Foi um dia de muitas falas de presidentes de bancos centrais pelo mundo, muitos dados de atividade econômica e inflação, disse. O grau de confusão no mundo… os próprios bancos centrais admitem essa falta de visibilidade, prosseguiu. Segundo ele, a única certeza é que a inflação segue bombando.
O presidente do FED, Jerome Powell, admite que não há garantia que um pouso suave será alcançado no final deste processo de aperto monetário. Ele também Powell afirmou que o Fed será rápido em levar os juros para o território restritivo.
A verdade é que os Bancos Centrais de economias desenvolvidas estão muito atrás da curva no combate à inflação e continuam reticentes em agir da maneira correta e necessária, disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. Fica difícil imaginar o quanto tempo ainda eles têm antes que a inflação se torne algo intrínseco à economia, como no Brasil antes de 1994, completou.
Por volta das 16h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,800% de 13,790% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 12,905%, de 12,875% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 12,835% de 12,820%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em queda, cotado a R$ 5,2040 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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