Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro de reconhecimento internacional, morreu aos 81 anos nesta sexta-feira (23). A informação foi confirmada pelo Instituto Terra, organização sem fins lucrativos que ele fundou em 1998.
A causa da morte foi um distúrbio sanguíneo resultante da malária, contraída na Indonésia. Por problemas de saúde, Salgado se aposentou do trabalho de campo em 2024, após décadas registrando imagens em locais extremos, mostra reportagem do portal G1.
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Antes da fotografia, Salgado era economista, com mestrado na Universidade de São Paulo (USP) e doutorado na França. A partir de 1973, trocou os números pelas imagens e ganhou projeção com ensaios documentais sobre trabalho, migração e natureza.
Suas obras passaram a ter valor não apenas artístico, mas financeiro. Em 2020, uma fotografia icônica da Serra Pelada foi vendida por R$ 100 mil em um leilão com fins sociais. Já a imagem Coal Mining, Dhanbad, Índia (1989) foi arrematada por R$ 23 mil.
Fotografia como ativo digital: os NFTs da Amazônia
Em 2022, Sebastião Salgado aderiu à tecnologia dos NFTs (tokens não fungíveis), que são certificados digitais de propriedade. Ele lançou 5.000 unidades digitais de fotografias da Amazônia, cada uma vendida a US$ 250.
O total arrecadado — US$ 1,25 milhão — foi integralmente destinado ao reflorestamento, via Instituto Terra. O movimento mostrou como obras artísticas podem se transformar em ativos digitais e mecanismos de impacto ambiental.
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Instituto Terra: exemplo de investimento sustentável
O Instituto Terra, sediado em Aimorés (MG), investiu mais de R$ 70 milhões em reflorestamento. A ONG já plantou 3 milhões de árvores e recuperou mais de 2 mil nascentes da Mata Atlântica.
A organização é considerada um case de ESG (sigla para ambiental, social e governança), conceito que orienta práticas sustentáveis no mercado financeiro.


