O dólar fechou em alta de 0,46%, cotado a R$ 5,1770. A moeda norte-americana mostrou volatilidade durante toda a sessão, impactada pela perspectiva pelo aperto do ciclo monetário nos Estados Unidos e outras economias desenvolvidas, além dos problemas fiscais que afetaram negativamente o real.
Segundo o sócio fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, “tem tido entrada para a bolsa, o que faz com que o fluxo estrangeiro alivie a pressão”.
Nagem acredita que embora a parte fiscal preocupe mais que a política, o mercado já precificou uma eventual repetição do furo do teto: “Agora é empurrar até o final, ele já está no final do mandado”, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro.
Para a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “o pano de fundo é ruim. Com os Estados Unidos em recessão, o mundo sofre”.
Quartaroli entende que as isenções pretendidas pelo governo fazem parte de um pacote populista, gerando preocupação: “Além disso, a questão política gera instabilidade institucional”, avalia.
De acordo com a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, “o cenário torna-se mais complicado após a bolha do primeiro trimestre. A recessão, especialmente na Europa e Estados Unidos, vem atrapalhar a valorização das commodities”.
Já no cenário interno, a cruzada contra a Petrobras e o novo rompimento do teto de gastos preocupam: “Estamos aguardando o endereçamento de como vão tratar a questão da Petrobras, além do vale-gás e auxílio para o caminhoneiro, fora do teto de gastos. Isso preocupa o investidor”, contextualiza Abdelmalack.
Paulo Holland / Agência CMA
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