A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação de combinação dos negócios entre Petz (PETZ3) e Cobasi. Segundo parecer divulgado nesta segunda-feira (2), a operação não apresenta riscos concorrenciais que justifiquem a imposição de condicionantes.
A decisão ainda pode ser revista pelo Tribunal do Cade, caso haja recurso de algum terceiro interessado habilitado ou avocação por parte de conselheiros do tribunal. Esse prazo é de 15 dias contados a partir da publicação da decisão. Se não houver contestação nesse período, a aprovação se torna definitiva.
Estrutura da fusão entre Petz e Cobasi
Em março, a Assembleia Geral Extraordinária da Petz aprovou o protocolo de incorporação da empresa pela Cobasi. Ao final do processo, a Petz passará a ser subsidiária integral da Cobasi, com unificação das bases acionárias das duas empresas.
Pelo acordo firmado entre os acionistas, os detentores de ações da Petz ficarão com 52,6% da nova companhia, além de R$ 400 milhões, incluindo R$ 130 milhões em dividendos. Já os acionistas da Cobasi terão os 47,4% restantes.
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Avaliação do Cade sobre concorrência
O Cade analisou 491 mercados locais, considerando a localização das lojas físicas e o tempo de deslocamento dos consumidores. Em diversas regiões, a empresa combinada passará a deter mais de 50% de participação de mercado.
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Apesar disso, o órgão avaliou que a concorrência seguirá ativa com a presença de pet shops de menor porte, supermercados e plataformas de e-commerce como Mercado Livre e Amazon, que funcionam como alternativas viáveis para os consumidores e exercem pressão sobre os preços e serviços oferecidos.












