A Moody’s divulgou hoje o seu parecer sobre a Eletrobras após o anúncio da renúncia de nove membros do Conselho de Administração, no sábado (18). A agência internacional de risco afirmou que o evento era esperado “após a privatização da empresa, que limita os poderes de voto de qualquer acionista a 10% para assegurar a condição de true corporation”.
Para a Assistant Vice President da Moodys Aneliza Crnugelj, a privatização provavelmente melhorará a governança corporativa da empresa devido ao controle amplamente distribuído e a uma maior autonomia de tomada de decisão da administração, já que o governo não terá mais uma maioria de votos diretos, tendo menos influência nos investimentos futuros da empresa e nas decisões de negócios. “Esperamos que a empresa tenha um novo conselho aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas”, conclui a Moody’s.
A chapa indicada por acionistas que representam mais de 5% do capital social da Eletrobras é composta pelos seguintes nomes: Carlos Augusto Leone Piani, Daniel Alves Ferreira, Felipe Vilela Dias, Ivan de Souza Monteiro, Marcelo de Siqueira Freitas, Marcelo Gasparino da Silva, Marisete Fatima Dadald Pereira, Octavio Cortes Pereira Lopes e Vicente Falconi Campos.
Pedro Batista de Lima Filho é candidato para eleição em separado pelos acionistas titulares de ações preferenciais.
A Eletrobras confirmou que convocará assembleia geral extraordinária para eleição dos novos membros do conselho, e que os candidatos indicados deverão ainda ser avaliados pelo Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração, a fim de verificar se atendem os requisitos de elegibilidade.

Emerson Lopes / Agência CMA
Imagem: divulgação
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