A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,238 bilhões em maio, segundo dados divulgados na tarde desta quinta-feira (5) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O resultado ficou abaixo do piso das estimativas de mercado, que apontavam um saldo entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 30,156 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 22,918 bilhões.
De janeiro a maio, o saldo comercial acumula US$ 24,432 bilhões, reforçando a tendência de superávit, mas com moderação frente às expectativas iniciais do mercado e diante de um cenário externo mais desafiador.
Queda nos preços das exportações impactou balança comercial
Segundo Herlon Brandão, diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do MDIC, o desempenho abaixo do esperado é reflexo direto da queda nos preços de exportação, causada pela piora das expectativas para a economia global.
“O que vemos é uma trajetória de redução de preços influenciada pela demanda mundial, com impacto nas previsões dos organismos internacionais”, disse Brandão. Os preços médios das exportações caíram 2,5% em maio e acumulam retração de 1,5% no ano.
Setores com desempenho misto
Na comparação com maio de 2024, as exportações caíram 0,1%. A agropecuária recuou 0,6%, totalizando US$ 7,44 bilhões, enquanto a indústria extrativa teve queda de 6,6%, com US$ 7,24 bilhões. A indústria de transformação foi o destaque positivo, com alta de 3,4%, atingindo US$ 15,32 bilhões.
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As importações cresceram 4,7% no mês, com alta expressiva de 9,5% na indústria de transformação (US$ 21,31 bilhões).
A indústria extrativa, por outro lado, caiu 45,9%. Brandão alertou que, apesar da alta pontual, as importações mostram sinais de desaceleração, refletindo um possível enfraquecimento da demanda interna.












