As exportações da China cresceram 4,8% em maio, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados oficiais da balança comercial divulgados neste domingo (segunda-feira pelo horário local).
Apesar da expansão, o ritmo desacelerou em relação a abril, quando houve alta de 8,1%, com os efeitos da guerra tarifária. O resultado também veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava 5,6%, segundo o Wall Street Journal.
As importações recuaram 3,4%, indicando fraqueza na demanda interna, enquanto o superávit comercial aumentou para US$ 103,2 bilhões — acima da previsão de US$ 100,6 bilhões.
Pressão deflacionária e trégua tarifária
Para o banco ING, os dados de comércio e inflação da China seguem indicando pressões deflacionárias e demanda fraca. O relaxamento monetário promovido pelo Banco do Povo da China no mês passado ainda não surtiu efeito perceptível, o que deve levar a novos cortes de juros até o fim do ano.
Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, de -34,5%, as exportações chinesas cresceram em outras regiões, como sudeste asiático (+14,8%) e União Europeia (+12%).
O ING prevê que importadores americanos devem adiantar pedidos durante a atual trégua comercial, temendo nova rodada de tarifas. A expectativa é de recuperação parcial do comércio com os EUA nos próximos meses.
Alerta no Brasil com avanço das importações da China
O impacto da desaceleração chinesa já é sentido no Brasil. Entre janeiro e maio, as importações brasileiras de produtos chineses somaram US$ 29,5 bilhões, um aumento de 26% ante igual período de 2024.
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O dado acendeu o alerta no governo federal sobre um possível redirecionamento de exportações chinesas ao Brasil, motivado pelas tensões comerciais entre China e EUA.
Em sentido oposto, as exportações brasileiras para a China caíram cerca de 10% no mesmo intervalo.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que está “olhando com uma lupa” o movimento de entrada de produtos chineses no país. O governo avalia renovar medidas de defesa comercial diante do avanço dessas importações.












