O fundo investimento em participações em infraestrutura (FIP-IE) BRZ Infra Portos (BRZP11) anunciou um aumento de cerca de 40% na distribuição mensal de dividendos para seus cotistas.
O valor pago por cota passa de R$ 0,66 para R$ 0,92 ao mês, com início a partir de 9 de julho de 2025, e seguirá até junho de 2026. Os pagamentos serão feitos sempre no nono dia útil do mês, começando a partir de julho.
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A decisão foi baseada no desempenho do principal ativo do fundo: o Porto Itapoá. No primeiro trimestre, o terminal registrou movimentação recorde de 383,8 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés — um crescimento de 38,2% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
O porto também alcançou a terceira colocação entre os terminais que mais movimentaram contêineres no Brasil em unidades, e assumiu a liderança na região Sul.
Resultados financeiros
Em 2024, o Porto Itapoá teve um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 842 milhões. A receita líquida totalizou R$ 1,22 bilhão, com lucro líquido de R$ 484,5 milhões.
Segundo o CEO da BRZ, Ricardo Propheta, esses resultados e a posição de caixa do fundo garantem a viabilidade da nova distribuição. “Esses fatores garantem a sustentabilidade da distribuição anunciada”, afirmou.
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Estratégia recorrente de retorno
O BRZP11 adota uma política consistente de retorno aos investidores por meio da distribuição de dividendos. A última distribuição, anunciada em maio de 2024, foi de R$ 0,66 por cota.
O fundo detém participação indireta no Porto Itapoá, que opera com uma capacidade total de 1,8 milhão de TEUs por ano. Em 2024, já movimentou 1,27 milhão de TEUs — cerca de 70% da capacidade.
Fundos imobiliários batem recorde
O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, rompeu no mês passado os 3.439,07 pontos. O patamar supera o recorde anterior de abril de 2024 (3.423,95 pontos) e marca um novo capítulo na trajetória de recuperação do setor após a pandemia.
Desde o fundo registrado durante a crise sanitária, em 23 de março de 2020, quando o IFIX recuou a 2.169,3 pontos, o índice acumula valorização de 58,5%, segundo levantamento da Elos Ayta.












