A Bolsa passou a subir mais de 1% durante a entrevista coletiva de Jerome Powell,presidente do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), logo após o órgão elevar a meta de juros em 0,75 ponto percentual, para faixa entre 1,50% e 1,75%, o maior aumento de juros do país em 28 anos.
Às 15h53 (horário de Brasília), o Ibovespa, principal índice da B3, subia 1,16%, aos 103.256,64 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em junho subia 0,80%, aos 102.960 pontos. O giro financeiro era de R$ 16,6 bilhões. Em Nova York, os índices operavam no campo positivo e na Europa as bolsas fecharam em alta antes da reunião do Fed.
Para Marcelo Oliveira, CFA e fundador da Quantzed, a decisão veio como o esperado com alta de 0,75% confirmando as expectativas que deixaram o mercado volátil desde segunda-feira.
“O tom hawkish se mostrou necessário para combater a inflação, em votação quase unânime, em que apenas um membro votou em aumento de 0,5%. Já deixaram 75 pontos contratado para próxima e para atingir o alvo até o final do ano, acredito que teríamos mais 50, 25 e 25 nas reuniões subsequentes. O Fed vê a taxa de juros só subindo em 2023 e caindo em 2024, pois acreditam que o desemprego ainda está muito baixo e estão muito preocupados com inflação. Mesmo o aumento do desemprego previsto para 2023 não será suficiente para parar o Fed. O mercado reage melhor do que o esperado, com dólar comportado e a bolsa positiva. Ainda estamos no stress poucos minutos após decisão”, comentou.
Cynara Escobar / Agência CMA
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