O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, voltou a subir na sessão desta terça-feira (10), marcando alta de 0,54%, aos 136.436,07 pontos e volume financeiro de R$ 20,7 bilhões.
O movimento foi impulsionado pelo índice de inflação IPCA de maio, que registrou alta de 0,26%, abaixo do esperado pelo mercado. Os números também reforçaram as expectativas de corte dos juros na próxima reunião do Copom.
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No mercado internacional, há certo alívio das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, após os negociadores dos dois países anunciarem na noite desta terça-feira um acordo preliminar sobre o impasse das terras raras, principal interesse de Washington.
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As propostas agora serão levadas aos líderes de cada parte e direcionar novos desdobramentos das negociações comerciais.
Entre indicadores econômicos importantes, destaque para a inflação americana (IPC), com previsão dos analistas apontando para uma aceleração em maio.
No Brasil, a atenção do mercado nesta quarta-feira estará voltada à participação de Haddad em audiência na Câmara para defesa das medidas alternativas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para prosseguimento com a Medida Provisória.
Na véspera, o câmbio também mudou de direção, com o dólar fechando em alta de 0,14% ante o real, cotado a R$ 5,57, após três dias consecutivos de queda. O valorização da moeda foi relacionada aos desdobramentos das negociações entre EUA e China.
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Manchetes desta manhã
- Governo deverá restringir possibilidades de compensações tributárias pelas empresas (Valor)
- MP de Haddad deve contar com medida para restringir compensações tributárias fraudulentas (Folha)
- Cade analisa nesta quarta se Google abusa de posição dominante no mercado de notícias (Estadão)
- Equipe econômica deixa para Congresso iniciativa sobre corte de gastos (O Globo)
- Decisão do STJ destrava recuperação bilionária do Grupo João Santos (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em alta, refletindo o otimismo do mercado sobre as negociações comerciais entre China e EUA, que visam suspender barreiras chinesas às exportações de minerais de terras raras em troca do alívio de restrições americanas às exportações, especialmente de semicondutores.
Na Ásia, todas as praças fecharam em alta, apesar do dia de poucos indicadores na região, impulsionadas pelo anúncio de um acordo preliminar nas negociações entre EUA e China.
A Coreia do Sul liderou as altas, com o índice Kospi alcançando 1,23%. As bolsas chinesas ficaram em boa posição com Xangai em alta de 0,52%, Shenzhen subindo 0,83% e Hong Kong valorizando 0,84%.
Em Nova York, os índices futuros abriram em terreno negativo, pressionados pela falta de detalhes sobre o acordo comercial entre EUA e China, gerando frustração entre investidores.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro -0,2%
• FTSE 100 +0,1%
• CAC 40 +0,3%
• Nikkei 225 +0,5%
• Hang Seng +0,8%
• Shanghai SE Comp. +0,5%
• MSCI World estável
• MSCI EM +0,6%
• Bitcoin -0,6% a US$ 109274,69
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Commodities
- Petróleo: sobe com impasse nas conversas entre EUA e Irã e queda nos estoques. O Brent/ago sobe 1,20%, a US$ 67,67 e o WTI/jul valoriza 1,45%, a US$ 65,92.
- Minério de ferro: fechou em alta de 1% em Dalian, na China, cotado a US$ 98,40/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,85%, cotados a US$ 95,15/ton e o mercado à vista avança 0,58%, cotado a US$ 95,95/ton.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, a agenda do dia destaca a inflação ao consumidor (CPI) de abril, às 9h30, com expectativa de alta de 0,3% do CPI na comparação mensal e avanço de 2,9% do núcleo do CPI. Também está prevista a divulgação dos estoques semanais de petróleo, às 11h30.
Sobre o acordo comercial entre China e EUA, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, confirmaram que o novo “quadro de referência” será submetido à aprovação dos presidentes Trump e Xi.
Agora, os EUA discutem com o México um acordo para reduzir as tarifas de 50% sobre o aço mexicano.
Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, participa de evento às 11h15.
No setor corporativo, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, vai apresentar os avanços mais recentes da empresa em evento hoje, em Paris. No pré-mercado de NY, as ações da Nvidia recuavam 0,2%.
Já as ações da Tesla avançam 1,7%, após declarar Elon Musk arrependimento por postagens durante o embate público com Trump.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda segue esvaziada de indicadores econômicos, mas destaca a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento nesta manhã, com falas aderentes às regras de silêncio do Copom, que divulgará decisão sobre a Selic na próxima semana.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai à Comissão da Câmara hoje, das 10h às 15h, para falar sobre a reforma do Imposto de Renda.
Sobre as medidas alternativas ao IOF, a expectativa é que a Medida Provisória (MP) seja enviada nesta semana ao Congresso. Haddad disse que as medidas garantem a meta primária e atingem somente o “andar de cima”.
Ele repetiu que, no decreto, o IOF que incidiria sobre as operações de risco sacado cairá 80%. Sobre o fim da isenção de imposto de renda aos títulos incentivados, disse que já conversou com os setores afetados e que estão reclamando da alíquota mínima de 5% a ser instituída. “É algo marginal”, disse o ministro.
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Destaques no mercado corporativo
- Eletrobras: estima que a nova regra da Aneel sobre indenizações a transmissoras pelos ativos da RBSE terá um impacto negativo de R$ 3,4 bilhões no Ebitda no segundo trimestre.
- Isa Energia: prevê impacto de R$ 288 milhões.
- Motiva (ex-CCR): teve queda de 10,1% no tráfego em suas rodovias em maio.
- Petrobras: a presidente, Magda Chambriard, disse que a gestão atual da Braskem “não conversa” com o tipo de gestão da Petrobras e repetiu que está fora dos planos de estatizar a empresa. Tanure conversa com bancos para oferta na Braskem, segundo a Reuters.
- Vibra Energia: fará reeleição de três vice-presidentes por mais dois anos aprovada pelo conselho.
Acompanhe as principais notícias do mercado financeiro nesta quarta-feira também no Podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
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