Empresas consideradas financeiramente sólidas, mesmo aquelas que apresentam baixo risco de inadimplência, podem enfrentar desafios que as levem ao encerramento de suas operações em um curto período. Uma pesquisa recente da Serasa Experian, divulgada em 2025, revelou que aproximadamente 20% dos CNPJs classificados com risco de crédito baixo apresentam alta probabilidade de fechar as portas nos próximos doze meses.
Esse cenário indica que a análise tradicional baseada apenas no score de crédito pode não ser suficiente para prever a continuidade das atividades empresariais. A pesquisa aponta que, caso essas empresas encerrem suas operações, o impacto financeiro no mercado pode ultrapassar R$ 195 milhões, evidenciando a necessidade de uma avaliação mais abrangente dos riscos envolvidos.
Por que empresas com baixo risco de crédito podem fechar?

O score de crédito é um indicador amplamente utilizado para medir a capacidade de pagamento de uma empresa. No entanto, ele não contempla todos os fatores que influenciam a sobrevivência de um negócio. Elementos como mudanças no cenário econômico, alterações na demanda do mercado, gestão interna e até mesmo questões regulatórias podem afetar a longevidade de uma organização, independentemente de seu histórico financeiro.
Segundo especialistas do setor, variáveis como o apetite ao risco, valores negociados em contratos e prazos de pagamento exercem influência direta sobre a saúde financeira e operacional das empresas. Portanto, a avaliação de risco deve ir além dos números do score, considerando aspectos qualitativos e quantitativos para uma análise mais precisa.
Como o índice de longevidade empresarial complementa o score de crédito?
O índice de longevidade empresarial surge como uma ferramenta complementar ao score de crédito, oferecendo uma visão mais ampla sobre a probabilidade de uma empresa permanecer ativa no futuro. Ao cruzar informações sobre histórico de pagamentos, movimentações financeiras e outros indicadores, é possível identificar sinais de alerta que não aparecem em uma análise tradicional.
- Histórico de operações: Frequência de negócios realizados e estabilidade nas transações.
- Fluxo de caixa: Capacidade de manter receitas e despesas equilibradas ao longo do tempo.
- Adaptação ao mercado: Flexibilidade para responder a mudanças econômicas e setoriais.
- Gestão de riscos: Estratégias implementadas para mitigar ameaças internas e externas.
Esses fatores, quando analisados em conjunto, permitem que instituições financeiras e parceiros comerciais adotem decisões mais seguras quanto ao prazo de pagamento e à concessão de crédito.
Quais são as recomendações para negociações com empresas em risco?
Com base nos dados obtidos pela Serasa Experian, recomenda-se que empresas e credores avaliem não apenas o score de crédito, mas também o índice de longevidade antes de fechar acordos comerciais. Para negócios identificados com alto risco de encerramento, mesmo que apresentem bom histórico de pagamento, pode ser prudente negociar prazos mais curtos ou exigir garantias adicionais.
- Verificar informações complementares sobre a saúde financeira da empresa.
- Negociar prazos de pagamento de acordo com o nível de risco identificado.
- Solicitar garantias ou seguros em contratos de maior valor.
- Monitorar periodicamente os indicadores de longevidade e crédito.
Essas práticas contribuem para reduzir possíveis perdas e aumentam a segurança nas relações comerciais, especialmente em um ambiente econômico marcado por incertezas.
O papel das informações complementares na tomada de decisão
O cenário empresarial brasileiro em 2025 reforça a importância de uma análise multifacetada para a concessão de crédito e estabelecimento de parcerias. Informações complementares, como dados de mercado, tendências setoriais e histórico de gestão, tornam-se essenciais para antecipar possíveis riscos e garantir a sustentabilidade dos negócios.
Ao adotar uma abordagem mais abrangente, empresas conseguem alinhar suas estratégias de negociação com o perfil de seus parceiros, minimizando a exposição a situações inesperadas. Dessa forma, a integração entre score de crédito e índice de longevidade empresarial representa um avanço significativo na gestão de riscos corporativos.











